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Por que a vantagem de Lula em MG é tão importante

O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) aparece numericamente à frente em todos os cenários de segundo turno testados em Minas Gerais pela pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta quarta-feira (1º), mesmo nos quadros em que há empate técnico dentro da margem de erro.

Desde 1989, o candidato mais votado pelos mineiros acabou vencendo a eleição presidencial. O peso político desse desempenho fica ainda mais evidente quando se olha para o histórico recente. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro (PL) em Minas Gerais por margem estreita, com 50,2% dos votos válidos contra 49,8%, e fez do estado o único do Sudeste a dar vitória ao petista.

Agora, o novo levantamento mostra que o presidente segue competitivo no segundo maior colégio eleitoral do país e conserva uma posição vantajosa mesmo diante de nomes fortes da direita e do bolsonarismo.

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece com 47,6% contra 46% de Jair Bolsonaro. Em uma disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o petista registra 47,3% ante 46,9%.

Já diante do governador mineiro Romeu Zema, Lula também fica à frente, com 47,3% contra 46,5%. O cenário mais confortável é contra Ronaldo Caiado, em que o presidente marca 44,2% contra 40,8%. Os números indicam uma disputa apertada, mas apontam que Lula entra em 2026 com desempenho sólido em um estado central para qualquer projeto eleitoral nacional.

Créditos na imagem.

A pesquisa também mediu a corrida pelo governo de Minas Gerais e mostrou liderança do senador Cleitinho Azevedo no cenário espontâneo de primeiro turno. Ele aparece com 32,7% das intenções de voto, à frente de Rodrigo Pacheco, que tem 28,6%. Na sequência surgem Alexandre Kalil, com 11,7%, Carlos Viana, com 7,5%, e Mateus Simões, com 6,2%. Brancos, nulos e indecisos somam cerca de 5,6%.

Quando o levantamento testa apoios políticos explícitos, o quadro muda. Com o respaldo de Lula, Rodrigo Pacheco sobe para 37,9% e assume a liderança, enquanto Cleitinho fica com 34,2%. Já Mateus Simões, ligado ao campo de Jair Bolsonaro e do governador Romeu Zema, marca 11,5%. O dado sugere que o peso de Lula em Minas não se limita à disputa presidencial e pode influenciar diretamente a sucessão estadual.

Nos cenários de segundo turno para o governo mineiro, Cleitinho vence Pacheco por 47% a 42% e supera Alexandre Kalil por 51% a 36%. Já Pacheco derrota Mateus Simões por 43% a 31%. Os resultados mostram que a disputa em Minas tende a ser definida por alianças, transferências de apoio e pelo peso dos padrinhos políticos, com Lula aparecendo mais uma vez como peça relevante no tabuleiro estadual e nacional.

A pesquisa ouviu 2.195 eleitores entre 25 e 30 de março, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-05686/2026 e MG-01664/2026.