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Os oito governadores que desistiram da reeleição em seus estados

Governadores Eduardo Leite (PSD), Fátima Bezerra (PT) e Ratinho Junior (PSD). Foto: Divulgação

Pelo menos oito governadores em fim de mandato decidiram seguir no cargo até o final do período, sem se candidatar nas eleições de outubro deste ano. Este cenário inclui aqueles que tentaram, mas não conseguiram, disputar a Presidência, além de governadores que romperam com seus vices ou estão em contextos políticos turbulentos.

Entre os governadores que permanecem em seus postos, destacam-se nomes como Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Ambos eram cotados para a corrida presidencial, mas não disputam a presidência por razões distintas.

Ratinho desistiu por vontade própria, enquanto Leite foi preterido pelo PSD. Ele, que também não será candidato ao Senado, decidiu apoiar Gabriel Souza (MDB) como candidato ao governo do Rio Grande do Sul. O número de governadores que optaram por permanecer no cargo para evitar a disputa é o maior desde as últimas eleições.

Em 2022, apenas cinco dos 27 governadores não participaram do pleito. Já em 2018, o número foi ainda menor, com apenas quatro governadores fora das urnas. Além dos políticos do PSD, outros governadores que seguem no cargo incluem Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, que rompeu com o vice Walter Alves (MDB).

Ela que foi uma das principais apostas do PT para o Senado, preferiu adiar seus planos para fortalecer o palanque de Lula e apoiar o secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), como seu sucessor. Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB) vai apoiar a volta do seu antecessor, Renan Filho (MDB).

O ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier. Foto: Divulgação

A situação em outros estados também está tensa. No Maranhão, o governador Carlos Brandão (sem partido) enfrenta uma disputa política e judicial com seu vice, Felipe Camarão (PT), o que pode resultar em palanques opostos nas eleições de outubro.

Wilson Lima (União Brasil-AM), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO) também permanecem no cargo, todos em fim de mandato e lidando com desentendimentos com seus vices.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), renunciou ao cargo no dia 31 de março para se candidatar à presidência, e seu vice, Daniel Vilela (MDB), assumirá a sucessão. Outro fator importante é a quantidade de governadores que renunciaram a seus cargos para se lançar em novas disputas eleitorais.

Entre eles está Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que passou a liderança para seu vice, Mateus Simões (PSD), após se colocar como um possível candidato à Presidência. Caiado segue a mesma linha e se junta à corrida presidencial com apoio da direita, concorrendo contra Flávio Bolsonaro (PL).

Cláudio Castro (PL) renunciou ao governo do Rio de Janeiro em 23 de março para disputar o Senado, mas enfrenta pendências judiciais. O ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e político, o que o tornou inelegível.

Oito governadores optaram por concorrer ao Senado, uma escolha comum entre os gestores estaduais no fim de mandato. Entre eles estão Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB), aliados do presidente Lula, além de Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Gladson Cameli (PP-AC), que devem apoiar o filho de Bolsonaro.

Em relação aos governadores que buscarão reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, é um dos principais nomes, mesmo sendo cotado para a presidência em 2022. Ele deverá apoiar Flávio e disputar novamente contra Fernando Haddad (PT).

Em outros estados, como na Bahia e Ceará, os governadores enfrentam desafios maiores, com Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, tendo dificuldades internas em sua base aliada, e Elmano de Freitas (PT), do Ceará, lidando com a liderança de Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas.