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Governo Trump reclama do Brasil por Pix, Mercosul, “taxa das Blusinhas” e 25 de Março

Andrew Caballero-Reynolds/AFP

A Casa Branca divulgou um relatório nesta quarta-feira (1º) atacando o Brasil por questões comerciais, incluindo a “taxa das blusinhas”, o Pix e as tarifas do Mercosul. O governo dos Estados Unidos alegou que o país impõe tarifas relativamente altas sobre produtos como automóveis, eletrônicos, plásticos e têxteis.

O relatório, obtido pelo Metrópoles, menciona ainda que o Brasil cobra uma alíquota fixa de 60% sobre remessas expressas e limita o valor das importações, o que é considerado uma barreira comercial. O texto também aborda a “taxa das blusinhas”, medida sancionada em 2024 pelo governo Lula, que estabelece uma tributação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Para valores superiores, a alíquota pode chegar a 60%.

A Casa Branca também reclamou do Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central do Brasil. O relatório diz que o tratamento preferencial concedido ao meio de pagamento prejudica os fornecedores de serviços eletrônicos dos EUA, especialmente as instituições financeiras com mais de 500 mil contas.

A crítica ao Pix já havia sido levantada por Donald Trump no ano anterior, quando ele iniciou uma investigação contra o Brasil, alegando práticas desleais envolvendo o sistema de pagamento e outros mercados, como a rua 25 de Março, em São Paulo.

Casa Branca
Casa Branca. Foto: Divulgação

O documento também faz críticas ao Mercosul, bloco econômico que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Casa Branca afirma que a falta de previsibilidade nas taxas alfandegárias do país dificulta os negócios para exportadores americanos.

O governo americano argumenta que as políticas adotadas pelo Brasil têm sido prejudiciais aos negócios dos EUA e que as medidas como o Pix e as tarifas do Mercosul aumentam as barreiras comerciais. O aumento dos impostos de importação, especialmente a “taxa das blusinhas”, foi visto como uma tentativa de proteger a economia local, mas com impactos negativos no comércio internacional.

Outro ponto citado no relatório é a pirataria no Brasil, com menção direta sobre a rua 25 de Março, em São Paulo, onde são vendidos produtos falsificados. A Casa Branca alega que o combate aos produtos deve ser intensificado, já que o mercado de falsificados no Brasil permanece como um dos maiores do mundo.

O relatório da Casa Branca diz que o Brasil deveria revisar suas políticas comerciais, especialmente no que diz respeito ao Pix e às tarifas do Mercosul, para reduzir as barreiras ao comércio e melhorar a relação comercial com os Estados Unidos.