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A resposta de Macron após Trump falar de sua vida pessoal

Emmanuel Macron e Donald Trump. Foto: Ludovic Marin/AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, evitou responder diretamente às declarações do líder dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre sua vida privada e afirmou que, diante da gravidade do cenário internacional, o foco precisa estar na desescalada da guerra e na retomada das negociações.

Durante entrevista em Seul, o presidente da França foi questionado sobre falas atribuídas ao líder estadunidense e deixou claro que não pretende entrar nesse tipo de embate pessoal enquanto o conflito no Oriente Médio continua produzindo mortes, instabilidade e efeitos econômicos em escala internacional.

“Olha, eu não vou entrar… estamos falando de coisas muito sérias. Estamos falando de guerra. Estamos falando hoje de mulheres e homens que estão em combate, de mulheres, homens e civis que são mortos, da guerra que assola esta região. Falamos também das consequências desta guerra sobre as nossas economias”, disse Emmanuel Macron, presidente da França.

A reação de Macron ocorreu após a divulgação de comentários feitos por Trump em almoço privado. Segundo o Uol, o estadunidense afirmou que Brigitte Macron trata mal o marido e fez referência a um vídeo de 2025 em que a primeira-dama empurra o rosto do presidente francês. Ao ser provocado sobre o tema, Macron rejeitou a polêmica e disse que esse tipo de observação não condiz com o momento atual.

Brigitte e Emmanuel Macron. Foto: reprodução

Ao responder dessa forma, o líder francês procurou deslocar a discussão do plano pessoal para o impacto concreto da guerra sobre a vida cotidiana e sobre a estabilidade internacional.

Macron também afirmou que os comentários atribuídos a Trump não merecem ser respondidos. Para ele, o conteúdo da fala está abaixo da importância do que está em jogo no cenário global.

“Penso nos nossos compatriotas – os americanos vivem a mesma coisa – os preços da gasolina, do gás, que sobem. E, portanto, as palavras que pude ouvir, às quais você faz referência, não são nem elegantes, nem estão à altura. É isso. Então, não vou responder a isso, não merece resposta”, afirmou Emmanuel Macron, presidente da França.

Além de rejeitar a provocação, Macron aproveitou a entrevista para defender uma saída política para a crise. Segundo ele, a prioridade internacional deveria ser a redução imediata da tensão militar, com cessar-fogo e volta à mesa de negociações.

“O que é preciso fazer é agir pela desescalada, por um cessar-fogo, pela retomada de negociações que, sozinhas, podem resolver em profundidade o que está em jogo na região e que é importante para a estabilidade de todos os nossos parceiros e de todos nós”. Emmanuel Macron, presidente da França.

O presidente francês também ressaltou que a guerra afeta diretamente a economia e o cotidiano da população em vários países. Ao mencionar o aumento dos combustíveis e da energia, indicou que os efeitos do conflito ultrapassam o campo diplomático e militar. “E pela retomada também de uma livre circulação e a retomada das trocas econômicas de que precisamos, porque hoje somos os nossos compatriotas, somos todos nós que somos as vítimas das consequências desta guerra”, disse Emmanuel Macron, presidente da França.