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New York Times desliga jornalista e escritor após uso de IA em resenha de livro

Alex Preston

O New York Times decidiu encerrar seu vínculo com o jornalista freelancer Alex Preston depois que foi descoberto que ele utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para escrever uma resenha de livro que apresentava semelhanças com uma crítica do mesmo livro publicada no jornal britânico The Guardian.

O caso veio à tona após um leitor do Times identificar a coincidência entre a resenha publicada em janeiro sobre “Watching Over Her”, de Jean-Baptiste Andrea, escrita por Preston, e uma resenha do mesmo livro, escrita por Christobel Kent, no Guardian.

O Times iniciou uma investigação, durante a qual Preston admitiu que usou IA para ajudar a redigir a resenha, mas não percebeu que trechos da crítica do Guardian foram incorporados em seu texto.

“Cometi um erro grave ao usar uma ferramenta de IA para auxiliar na redação de uma resenha, e falhei em identificar e remover as partes que foram retiradas da resenha do Guardian antes de enviar o material”, afirmou Preston em uma declaração ao Guardian.

As semelhanças entre as duas resenhas incluem descrições de personagens e a avaliação final do romance. A versão do Guardian descreve o livro como “uma canção de amor a um país de contradições”, enquanto a versão do NYT diz que é “uma canção de amor a um país de contradições”.

O porta-voz do New York Times informou ao Guardian que Preston não escreverá mais para o jornal. Preston escreveu seis resenhas para o NYT entre 2021 e 2026 e afirmou que não utilizou IA em nenhum de seus outros artigos.

“Peço desculpas ao New York Times, a Christobel Kent e ao Guardian pela situação”, disse ele.

Preston é autor de seis livros e escreveu extensivamente para publicações como The Observer, The Financial Times, The Guardian e The Economist. Ele também é chefe de consultoria na empresa de gestão de investimentos Man Group.

Luiz Frias, herdeiro da Folha e presidente do Conselho de Administração do UOL, disse na segunda-feira (30) que está prestes a concluir um acordo de licenciamento de conteúdo com uma empresa de inteligência artificial, embora não tenha divulgado o nome da companhia envolvida.

Frias, segundo a Folha, “alegou que há um ‘consenso praticamente estabelecido’ de que a transformação trazida por essa tecnologia será maior do que a Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, ou o aparecimento da própria linguagem.”

É tucanês para justificar um passaralho das galáxias, com milhares de jornalistas trocados por robôs. Negócio da China. Pobre leitor dessa joça.