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VÍDEO – “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, diz Lula após ataque dos EUA

O presidente Lula durante discurso em Salvador (BA) nesta quinta (2). Foto: Reprodução

O presidente Lula afirmou nesta quinta (2) que “ninguém” vai forçar o governo brasileiro a mudar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. O petista deu a declaração após a divulgação de um relatório do governo dos Estados Unidos, que criticou a ferramenta por supostamente prejudicar empresas americanas de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.

“Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o Pix, disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou.

Durante sua visita a Salvador (BA), Lula argumentou que o sistema foi criado para atender às necessidades do povo brasileiro e que ninguém vai mudar sua estrutura por pressões externas. “O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens”, completou.

O relatório do governo dos EUA, divulgado nesta quarta (1º), afirmou que o Pix gera prejuízo a fornecedores americanos e distorce o comércio internacional. O documento divulgado pelo governo de Donald Trump também reclama do Mercosul, da “taxa das blusinhas” e da rua 25 de Março.

Durante o evento, o presidente também criticou os altos custos do sistema de pagamentos tradicional, como os cartões de crédito, e reforçou que o Pix é uma alternativa gratuita e rápida, funcionando 24 horas por dia e simplificando as transações financeiras.

Ele defendeu que, embora o Brasil seja produtor de tecnologias financeiras, o mercado brasileiro é muitas vezes afetado por pressões externas, como as feitas pelas gigantes de pagamentos dos EUA.

Além da defesa do meio de pagamento, Lula também detonou a privatização de empresas estratégicas do Brasil, como a BR Distribuidora. Ele alegou que, com a venda da subsidiária da Petrobras, o governo perdeu a capacidade de regular melhor os preços dos combustíveis, afetando diretamente o bolso dos brasileiros.

Enquanto o presidente defende o país, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta municiar Trump na ofensiva contra o país e mantém sua articulação golpista e entreguista nos EUA.

Ele afirmou que pretende denunciar à Casa Branca irregularidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao Metrópoles, Eduardo afirmou que buscará apoio do governo americano, da mídia internacional e de parlamentares para pressionar o tribunal e, assim, garantir a vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Eduardo, que tenta criar uma narrativa para enfraquecer o resultado das próximas eleições, pretende utilizar sua influência para gerar uma reação externa ao processo eleitoral brasileiro. Ele afirmou que poderá fazer essas denúncias em tempo real, utilizando aplicativos de mensagem para compartilhar informações sobre supostas irregularidades.

Eduardo ainda ameaçou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja intimado sobre as investigações relacionadas ao envio de um vídeo durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos.

Eduardo disse que está disposto a se defender na ação internacionalmente, desafiando Moraes a enviar uma carta rogatória para que ele responda formalmente ao processo, ameaçando uma transmissão ao vivo para lidar com a situação.