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Trump demite procuradora-geral por fracasso na condução do caso Epstein

Donald Trump e Pam Bondi. Foto: Ken Cedeno/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta (2) a demissão de Pam Bondi do cargo de procuradora-geral. A informação foi confirmada pelo próprio republicano em publicação na rede Truth Social, após reportagens indicarem a demissão.

Segundo Trump, Bondi deixará o governo e passará a atuar no setor privado. No comunicado, o presidente americano disse que Bondi “é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como Procuradora-Geral durante o último ano”.

“Pam fez um trabalho excepcional supervisionando uma repressão massiva ao crime em todo o país, com os homicídios caindo para o nível mais baixo desde 1900. Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve, e nosso Procurador-Geral Adjunto, um jurista muito talentoso e respeitado, Todd Blanche, assumirá como Procurador-Geral interino”, afirmou.

Apesar dos elogios públicos, relatos de integrantes da Casa Branca indicam que havia insatisfação com o desempenho de Bondi. Segundo a imprensa americana, Trump considerava que ela não agia com a rapidez desejada em investigações envolvendo adversários políticos.

A ex-procuradora geral dos Estados Unidos Pamela Bondi. Foto: Olivier Douliery/AFP

Outro ponto de desgaste foi a condução de temas ligados ao caso Jeffrey Epstein, que gerou reclamações inclusive entre apoiadores do presidente. A forma como os arquivos da investigação foram tratados contribuiu para o aumento da pressão interna sobre a então procuradora-geral.

Durante sua passagem pelo cargo, Bondi atuou alinhada à agenda de Trump e promoveu mudanças no funcionamento do Departamento de Justiça. Entre elas, o enfraquecimento da tradição de independência da instituição em relação à Casa Branca em investigações.

A demissão ocorre em meio a outras mudanças no governo. Em março, Trump já havia anunciado a saída de Kristi Noem, a Barbie do ICE, do cargo de secretária de Segurança Interna. Na ocasião, o presidente informou a nomeação do senador Markwayne Mullin para assumir a função a partir do fim daquele mês.