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VÍDEO: Ré por injúria racial, argentina diz que compatriotas são maltratados no Brasil

Agostina Páez em gesto racista no Rio. Foto: reprodução

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial no Rio de Janeiro, voltou a se manifestar sobre o caso após retornar a Buenos Aires. Em entrevista no aeroporto, ela afirmou ter vivido um “calvário” no Brasil e disse que, embora goste dos brasileiros, passou por uma situação desagradável. “Eles tratam os argentinos mal”, declarou.

“Embora goste dos brasileiros, passei por uma situação desagradável”, disse a argentina. “Não é que eles sejam maus e sim que acontecem muitas coisas erradas no Brasil”.

Agostina deixou o Brasil depois de obter autorização da Justiça do Rio para retirar a tornozeleira eletrônica e retornar ao seu país. A liberação ocorreu após o depósito de uma caução equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil, como garantia de eventual pagamento de multa e indenização às vítimas.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, em 14 de janeiro deste ano, a advogada chamou um funcionário de um bar em Ipanema de “negro” em tom pejorativo, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, e imitou gestos do animal. De acordo com a promotoria, ela repetiu as ofensas contra outros dois funcionários, o que resultou em três acusações de injúria racial. Os gestos foram registrados em vídeo.

Durante audiência neste mês, Agostina pediu desculpas aos três funcionários e afirmou estar arrependida. A Justiça entendeu que, com o fim da fase de instrução, não havia mais necessidade de manter as medidas cautelares.