
A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial no Rio de Janeiro, voltou a se manifestar sobre o caso após retornar a Buenos Aires. Em entrevista no aeroporto, ela afirmou ter vivido um “calvário” no Brasil e disse que, embora goste dos brasileiros, passou por uma situação desagradável. “Eles tratam os argentinos mal”, declarou.
“Embora goste dos brasileiros, passei por uma situação desagradável”, disse a argentina. “Não é que eles sejam maus e sim que acontecem muitas coisas erradas no Brasil”.
“Embora goste dos brasileiros, passei por uma situação desagradável. Não é que eles sejam maus e sim que acontecem muitas coisas erradas no Brasil. Eles tratam os argentinos mal”
— Agostina Páez, argentina presa por injúria racial no Rio, em entrevista em Buenos Aires 🤨 pic.twitter.com/w2fqiNQdQB
— Jeff Nascimento (@jnascim) April 2, 2026
Agostina deixou o Brasil depois de obter autorização da Justiça do Rio para retirar a tornozeleira eletrônica e retornar ao seu país. A liberação ocorreu após o depósito de uma caução equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil, como garantia de eventual pagamento de multa e indenização às vítimas.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, em 14 de janeiro deste ano, a advogada chamou um funcionário de um bar em Ipanema de “negro” em tom pejorativo, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, e imitou gestos do animal. De acordo com a promotoria, ela repetiu as ofensas contra outros dois funcionários, o que resultou em três acusações de injúria racial. Os gestos foram registrados em vídeo.
Durante audiência neste mês, Agostina pediu desculpas aos três funcionários e afirmou estar arrependida. A Justiça entendeu que, com o fim da fase de instrução, não havia mais necessidade de manter as medidas cautelares.