
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar neste sábado (4) uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação no Estreito de Ormuz. O texto prevê medidas voltadas à segurança de navios comerciais na região.
A votação estava inicialmente prevista para sexta-feira (3), mas foi remarcada para a manhã de sábado em razão de um feriado na ONU. A decisão será tomada pelos 15 membros do conselho, que analisam a versão final do documento apresentada pelo Bahrein, atual presidente do colegiado.
O rascunho da resolução autoriza o uso de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a passagem de embarcações comerciais pelo estreito. A proposta estabelece validade inicial de seis meses para as medidas previstas, conforme o texto finalizado pelo país que conduz as negociações.

A China, membro permanente com poder de veto, se posicionou contra a autorização do uso da força. O embaixador chinês, Fu Cong, afirmou que a medida “legitima o uso ilegal da força” e pode levar a uma escalada com consequências graves. Além de Pequim, França e Rússia também romperam o chamado procedimento de silêncio durante as negociações.
Para tentar reduzir resistências, o Bahrein retirou do texto referências à aplicação obrigatória da força. Mesmo com ajustes, diplomatas mantiveram o documento para votação no plenário. Para ser aprovada, a resolução precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.
O cenário ocorre após a alta nos preços do petróleo registrada desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã. O bloqueio do Estreito de Ormuz tem afetado o fluxo de petróleo, responsável por cerca de 20% do transporte mundial. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que pretende manter os ataques, sem apresentar plano para reabrir a rota marítima.