
Raquel Landim, colunista do Estadão, produziu uma manchete dias atrás com essa proposta: Flávio Bolsonaro precisa escolher um ministro da Fazenda de saias, para que fique mais feminino.
Agora, o Estadão publica essa manchete, com base no artigo da sua colunista feminista:
“Mesmo parlamentares mais moderados já falam em impeachment de ministros do Supremo”.
Raquel informa: “Os parlamentares jogaram a toalha diante da blindagem (para criação de uma CPI do Master). Decidiram partir para as eleições e ganhar no voto a força para controlar o Congresso. E já falam nos bastidores, mesmo os mais moderados, em impeachment dos ministros do STF”.
É uma manchete futurista, que começa com a palavra ‘mesmo’, que nem o Sorocaba Herald usaria. Não é uma chamada sobre uma decisão que possa ser tomada agora, como parece sugerir para ganhar cliques.

Raquel prevê o que todo mundo já está prevendo desde 2024, até o estagiário do STF. Claro que a extrema direita quer se apoderar do Senado para cassar Alexandre de Moraes e quem sabe também Dias Toffoli.
Parlamentares, dona Raquel, sempre “partem para as eleições” e tentam controlar o Congresso. Como diria Chalaça, desde o momento em que passou a existir Congresso. E ninguém mais escreve que alguém jogou a toalha, nem no The Time de Diamantina.
O texto da manchete é enjambrado, sem pé nem cabeça. É um texto de envergonhar a Inteligência Artificial que trabalha de graça para a Folha e deveria prestar serviços em escala 6X1 também para o Estadão.
Raquel não tem fontes. E o Congresso tem 594 integrantes e mais de 300 deles são de direita e extrema direita. A colunista não conseguiu nenhum que falasse revelando sua identidade, em meio a tantos faladores.
A manchete do Estadão é mais um powerpoint dos jornalões, mas esse powerpoint tem mãe.