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O abate do jato dos EUA no Irã é o maior golpe para o governo Trump na guerra

Os assentos ejetáveis do jato dos EUA abatido no Irã

O abate do caça americano F-15E Strike Eagle no Irã, nesta sexta (3), representa um dos maiores golpes à estratégia militar do governo Trump e coloca em xeque sua credibilidade diante da opinião pública americana.

O incidente, que marca a primeira perda confirmada de uma aeronave tripulada dos EUA desde o início da guerra com o Irã, traz repercussões significativas, especialmente no que diz respeito à percepção do poderio militar dos EUA e ao apoio à continuidade do conflito.

Até o momento, as autoridades dos EUA confirmaram que um dos membros da tripulação foi resgatado com sucesso, mas o segundo ainda está desaparecido.

A questão não é apenas a perda da aeronave, mas o fato de que o Irã, uma nação que Trump ridicularizou publicamente, foi capaz de derrubar um dos aviões de combate mais avançados dos EUA.

Na véspera, em rede nacional, Trump afirmou que o Irã não teria chance de sobreviver a um ataque americano, destacando a falta de capacidade de defesa do país e ridicularizando suas forças armadas. “Eles não têm equipamento antiaéreo. Seu radar está 100% aniquilado. Somos imparáveis como força militar”, declarou Trump, entre a senilidade, a arrogância e a costumeira estupidez.

A propaganda do governo sobre a invencibilidade militar está em total desacordo com a realidade. A situação se agrava ainda mais com as imagens aterradoras da operação de resgate, que, evidenciam os riscos de colocar mais tropas americanas em território hostil para tentar salvar os pilotos. Um helicóptero BlackHawk também foi derrubado.

O público americano, já cético com relação aos conflitos no Oriente Médio, agora vê suas expectativas desmoronarem diante de um delinquente no poder. A Guerra do Vietnã, em que a subestimação do inimigo e a confiança excessivalevaram a um desgaste interno, a uma queda de moral e à derrota, é uma lembrança inevitável. O número verdadeiro de baixas está sendo ocultado, segundo o Intercept.

A operação de resgate, embora tenha salvado um dos tripulantes, continua em andamento e coloca em risco mais vidas de soldados americanos, que enfrentam ainda a ira da população civil. Para os EUA, é melhor que o militar seja morto. Seja como for, vai dar filme — mas o final feliz será apenas em Hollywood, para acéfalos comedores de pipoca.