
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) novos relatórios médicos que indicam a necessidade de cirurgia no ombro direito. O documento aponta dor persistente e limitação de movimentos. O material foi anexado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar no fim de março em razão do estado de saúde, incluindo broncopneumonia bilateral.
A decisão fixou o cumprimento da medida por 90 dias e determinou o envio periódico de atualizações médicas. O novo laudo é o primeiro apresentado desde que Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar, em 27 de março, em sua residência no Jardim Botânico.

Segundo o relatório, o ex-presidente está em fase pré-operatória, com perda de força, restrição de mobilidade e dificuldade para realizar atividades cotidianas, como elevar o braço. A fisioterapia tem sido limitada ao controle da dor, sem avanço para exercícios ativos. A equipe médica indica a intervenção como necessária para restabelecer a função do ombro.
A defesa informou que a cirurgia é considerada necessária diante das limitações relatadas e que a equipe está preparada para realizá-la após avaliação clínica relacionada ao quadro respiratório. O STF mantém o acompanhamento do caso e exige atualizações regulares sobre a evolução do estado de saúde.