Sérgio Antonio Lopes quando foi preso em fevereiro pela Polícia Civil de São Paulo. Fonte: Policia Civil de São Paulo/Divulgação
A Polícia Civil de São Paulo pediu, na quarta-feira (1º), a prisão preventiva do piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, investigado por exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público após a conclusão do inquérito. Lopes está preso desde 9 de fevereiro, quando foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, antes de um voo. A Latam informou a demissão do piloto.
Segundo a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, o piloto e outras cinco mulheres teriam cometido 11 crimes contra 11 vítimas, sendo dez menores de idade. Inicialmente, eram nove vítimas. Como os crimes foram individualizados, os investigados devem responder por mais de cem delitos.
A investigação aponta que Lopes utilizava recursos financeiros para aliciar familiares das vítimas, oferecendo dinheiro, medicamentos e bens em troca de fotos, vídeos e acesso às crianças. Depoimentos indicam que o esquema funcionava há cerca de oito anos. Um dos casos envolve o estupro coletivo de uma menina de 11 anos, com participação atribuída à avó, inspetora escolar.
Fonte: PCSP/Divulgação
A defesa do piloto afirmou que respeitará o segredo de Justiça e declarou confiar no Judiciário. A advogada Claudia Apolonia Barboza também alegou que Lopes passou por cirurgia e tratamento que teriam causado alterações comportamentais.
A prisão preventiva não tem prazo definido, ao contrário da temporária, que pode durar até 60 dias. A medida busca evitar interferência nas investigações. A Secretaria de Segurança Pública confirmou o encerramento do inquérito e manteve sigilo sobre detalhes.
A operação “Apertem os Cintos” começou em fevereiro de 2026 com a prisão do piloto. Em março, uma nova fase no Espírito Santo resultou em mais uma prisão e na identificação de vítimas, incluindo uma criança de três anos. Em 20 de março, a polícia prendeu outra suspeita de integrar o grupo. As investigações continuam para identificar outras vítimas e envolvidos.
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