
A atriz Meryl Streep afirmou, em entrevista ao programa The Late Show with Stephen Colbert, que enfrentou dificuldades financeiras e preconceito de gênero durante a produção do filme “O Diabo Veste Prada”.
Segundo a atriz, o longa estrelado por ela foi inicialmente tratado pela indústria como um projeto de menor relevância. Na época do lançamento, em 2006, a produção era vista como um “filme de mulherzinha”, classificação que impactou diretamente o orçamento disponível para a adaptação do livro de Lauren Weisberger.
Durante a entrevista, Streep destacou que essa visão limitada refletia um padrão recorrente em Hollywood. Produções com protagonismo feminino costumavam receber menos investimento, mesmo com potencial de público. A atriz comparou o cenário da época com mudanças observadas anos depois.
Ela citou exemplos recentes de sucesso, como Barbie e Mamma Mia!, que contrariaram expectativas da indústria. Segundo Streep, esses filmes demonstraram que histórias centradas em mulheres podem atrair grandes audiências e gerar resultados expressivos.

A artista também afirmou que a equipe de “O Diabo Veste Prada” precisou trabalhar com recursos limitados. A falta de investimento exigiu adaptações durante a produção, realidade que, de acordo com ela, não foi exclusiva desse projeto.
Streep mencionou uma conversa com a diretora Greta Gerwig, responsável por “Barbie”, e indicou que situações semelhantes ocorreram em outras produções. Ainda assim, destacou que determinados projetos mais recentes passaram a receber maior aporte financeiro dos estúdios.
Duas décadas após o lançamento original, a franquia ganhará uma sequência. Streep retorna ao papel de Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada 2, ao lado de Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci.
O novo filme também contará com nomes como Simone Ashley, Lucy Liu, Justin Theroux, Kenneth Branagh e Patrick Brammall. A estreia está prevista no Brasil para o dia 30 de abril.