
O pastor Luiz Fernando de Souza anunciou sua saída da Igreja Batista da Lagoinha após 14 anos de atuação, durante um culto em São Leopoldo. Ele afirmou que decidiu deixar a instituição após identificar “injustiças e disparidades chocantes” na gestão financeira da Lagoinha Global, presidida por André Valadão.
Segundo o pastor, há diferença significativa entre os valores pagos à cúpula e a realidade enfrentada por líderes locais. Ele declarou que integrantes da direção recebem até R$ 1 milhão por mês, enquanto pastores em outras unidades são orientados a buscar outras fontes de renda para sustentar suas famílias.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Luiz Fernando afirmou que pastores eram pressionados a repassar até 15% de sua renda à instituição. Ele disse ainda que havia previsão de medidas disciplinares em caso de descumprimento. Também mencionou que líderes considerados vocacionados eram orientados a exercer outras atividades profissionais caso não conseguissem cumprir as exigências financeiras.
🚨 AGORA :Pastor deixa Igreja Batista da Lagoinha e denuncia disparidades financeiras
O pastor Luiz Fernando de Souza anunciou o fim de sua trajetória de 14 anos na Igreja Batista da Lagoinha, durante culto em São Leopoldo, criticando “injustiças e disparidades chocantes” na… pic.twitter.com/vDiXX8QjCI
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 5, 2026
Ao explicar a decisão, o pastor afirmou que não poderia permanecer vinculado a uma estrutura que, segundo ele, contrariava seus princípios. Ele citou discordância com práticas relacionadas a dinheiro, status e exigências impostas aos líderes locais.
Luiz Fernando disse que refletiu sobre o tema, conversou com outros líderes e tomou a decisão após período de oração. Segundo ele, a saída foi definida após avaliar que não deveria continuar em uma posição que não correspondia às suas convicções.
A declaração teve repercussão nas redes sociais, com comentários sobre a gestão financeira da Lagoinha Global e relatos sobre a rotina de pastores vinculados à denominação.
A saída ocorre após anos de atuação do pastor na igreja e envolve críticas diretas à estrutura administrativa e às exigências financeiras relatadas por ele.