
O fenômeno climático El Niño pode voltar em 2026, com probabilidade de formação entre junho e agosto, segundo dados da NOAA. A chance é de 62% nesse período e pode chegar a 80% até o fim do ano. Com informações do Estadão.
Especialistas indicam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico tende a se intensificar ao longo do segundo semestre. A previsão aponta para aumento de até dois graus nas temperaturas médias, o que pode alterar padrões atmosféricos e de precipitação.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico equatorial e costuma influenciar o clima em diversas regiões do planeta. Esse processo pode elevar temperaturas globais e modificar a distribuição de chuvas.
No Brasil, o fenômeno costuma estar associado a períodos de seca nas regiões Norte e Nordeste e aumento das chuvas no Sul. Esse padrão leva à possibilidade de volumes elevados de precipitação em estados como o Rio Grande do Sul.

Em 2024, o estado registrou enchentes com 184 mortes, segundo dados oficiais do governo estadual. As chuvas ocorreram em um cenário climático complexo, com múltiplos fatores envolvidos.
Especialistas apontam que episódios de El Niño não são idênticos e variam em intensidade e impacto. Além disso, outros elementos atmosféricos também influenciam o comportamento do clima.
Meteorologistas indicam que, no Sul do Brasil, o fenômeno pode favorecer períodos de chuva persistente. Esse cenário está associado a enchentes e alagamentos, dependendo da intensidade e duração das precipitações.
Antes da possível formação do El Niño, a previsão é de um período de neutralidade climática entre maio e junho, após o fim do La Niña, que predominou em 2025.