
O instituto Datafolha inicia nesta terça-feira (7) uma nova pesquisa nacional para medir as intenções de voto na eleição presidencial. O levantamento segue até quinta-feira e será o primeiro após a oficialização de Ronaldo Caiado como candidato do PSD, além de ocorrer depois do prazo de desincompatibilização. A divulgação está prevista para sábado (11). Com informações de Lauro Jardim, do Globo.
Ao todo, 2.004 eleitores serão entrevistados presencialmente em diferentes regiões do país. A pesquisa foi encomendada pela Folha da Manhã, empresa responsável pela edição da “Folha de S. Paulo”, com custo de R$ 307,6 mil. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento ocorre a menos de seis meses da eleição e inclui avaliação do cenário eleitoral atual. O questionário também mede a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acompanha o desempenho de nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
A pesquisa começa com uma pergunta espontânea sobre o voto para governador. Em seguida, os entrevistadores apresentam uma lista com sete nomes — Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo — e perguntam em quem o eleitor votaria.

Na sequência, o Datafolha avalia o nível de conhecimento dos entrevistados sobre cada candidato e aplica a chamada rejeição eleitoral, questionando em quais nomes o eleitor “não votaria de jeito nenhum”. O levantamento também inclui simulações de segundo turno em três cenários: Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Caiado e Lula contra Zema.
Além das intenções de voto, o estudo investiga a avaliação do governo federal e inclui perguntas sobre o chamado “caso Master”. Os entrevistados devem indicar se consideram que o episódio afeta mais políticos de direita, esquerda, centro ou todos.
Outro bloco do questionário é dedicado ao Supremo Tribunal Federal. O instituto mede o grau de conhecimento da população sobre os ministros da Corte, além de questionar se o STF tem “poder demais” e se é considerado essencial para a proteção da democracia.