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Associação judaica defende bar que não quer servir israelenses

"Cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos", diz placa do bar Partisan
Bar no Rio multado por avisar que americano e israelenses não eram bem-vindos. Foto: Reprodução

A Articulação Judaica de Esquerda se posicionou após a repercussão do caso envolvendo o bar Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro, e negou que o episódio configure intolerância religiosa contra judeus.

Em post feito no X, o grupo afirmou: “Parem com esse jogo sujo de confundir a nossa comunidade judaica com Israel. Somos judeus e JAMAIS tivemos problema para frequentar esse bar. É nojento como vocês tentam blindar Israel de críticas usando a nossa identidade.”

O posicionamento foi divulgado após o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Rio de Janeiro aplicar multa de R$ 9.520 ao estabelecimento. A penalidade ocorreu após a exibição de uma placa com a mensagem, em inglês, informando que “cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”. O cartaz foi instalado durante o contexto da guerra envolvendo Israel e Irã.

Segundo o Procon, a prática viola a Lei nº 7.716/1989, que proíbe discriminação com base em origem nacional. O órgão destacou que a legislação impede que estabelecimentos recusem atendimento ou imponham restrições desse tipo, podendo haver sanções que incluem até três anos de prisão.

A entidade afirmou ainda que a conduta do bar se enquadra como prática abusiva e discriminatória conforme o Código de Defesa do Consumidor. Também ressaltou que qualquer recusa de atendimento sem justificativa legítima é vedada, especialmente quando gera constrangimento ao consumidor.

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro também se manifestou e declarou que relações de consumo devem respeitar a dignidade das pessoas. O órgão informou que não são admitidas distinções baseadas em origem, nacionalidade ou critérios semelhantes.