
Majid Jademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto na segunda-feira em um bombardeio atribuído por Teerã aos Estados Unidos e a Israel. A informação foi confirmada pelo próprio corpo militar iraniano, que classificou a ação como um “ataque terrorista” do “inimigo estadunidense-sionista”.
A morte atinge um dos nomes mais relevantes da estrutura de segurança do regime iraniano e amplia a tensão em meio à ofensiva que já deixou mais de 2 mil mortos no país, segundo autoridades locais. Em comunicado publicado em seu canal no Telegram, a Guarda Revolucionária anunciou a morte do general e exaltou sua trajetória dentro do sistema de inteligência iraniano.
“O general Majid Jademi, o poderoso e formado dirigente da Organização de Inteligência do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”, afirmaram. A nota, porém, não detalhou onde o ataque ocorreu nem em que circunstâncias a operação militar foi realizada.

As autoridades iranianas também reforçaram a versão oficial em outro comunicado, no qual classificaram a morte como resultado direto da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel. “Jademi alcançou a graça do martírio em um ataque criminoso terrorista do inimigo estadunidense-sionista durante a madrugada de hoje”, indicou a Guarda Revolucionária em comunicado reproduzido pela emissora iraniana IRIB. O texto ainda afirma que sua atuação ao longo de décadas servirá de referência para o setor de inteligência do país.
“Durante quase meio século de defesa honesta e corajosa da revolução, o distinto general realizou contribuições importantes, duradouras e instrutivas nos campos da Inteligência e da segurança, que podem servir de guia para a comunidade de inteligência do país durante muitos anos, especialmente na hora de enfrentar inimigos estrangeiros em nível estratégico e seus planos sinistros e malignos para se infiltrar e desestabilizar a segurança e a paz do Irã”, acrescentou a corporação.
Jademi havia sido nomeado chefe da inteligência da Guarda Revolucionária em junho de 2025, depois que seu antecessor, Mohamad Kazemi, também foi morto em ataques lançados durante a chamada guerra de 12 dias travada entre Irã, Estados Unidos e Israel no verão do ano passado.
Antes disso, ele comandava a Organização de Proteção de Inteligência da própria Guarda, encarregada de vigilância interna e contrainteligência, além de ter ocupado cargos importantes no Ministério da Defesa iraniano.
A ala de inteligência da Guarda Revolucionária é considerada uma das estruturas mais poderosas do aparato de segurança iraniano, com papel central no monitoramento interno e no combate ao que o regime define como influência estrangeira.
Até agora, autoridades iranianas contabilizam 2.076 mortos na ofensiva, entre eles 216 menores de idade. A Media Luna Roja iraniana também informou que os bombardeios destruíram ou danificaram mais de 100 mil edifícios civis, quase 40 mil deles em Teerã, além de atingir cerca de 600 escolas e quase 300 centros de saúde.