
Mais uma série de bobagens como prova de que a humanidade não tem mais de onde tirar frases originais, nem quando está no espaço.
Essas frases são da astronauta Christina Koch, tripulante da nave Artemis 2. Essa é a primeira:
“Em certo momento, perto do fim do meu tempo na janela três, tive uma sensação avassaladora de emoção ao olhar para a Lua”.
Depois ela disse:
“Algo de repente me atraiu para a paisagem lunar e ela se tornou real”.
Essa é a pior frase:
“A Lua realmente é um corpo único no Universo. Não é apenas um pôster no céu. É um lugar real”.
Mas tem mais essa, da mesma Cristina:
“E, quando temos essa perspectiva e a comparamos com nosso lar na Terra, isso nos lembra o quanto temos em comum”.

Astronautas não deveriam dizer nada em situações semelhantes, na tentativa de dimensionar com palavras o que estão sentindo e que ninguém mais irá sentir, porque aquele é um momento único.
Eles deveriam levar frases edificantes prontas daqui, encomendadas a autores profissionais de frases do tiktok, ou ficar quietos. Novas frases surpreendentes talvez saiam da boca de robôs, mas não de humanos.
Depois que o russo Yuri Gagarin disse que “a Terra é azul”, em 1961, não há mais nada a ser dito. Os americanos se esforçaram, mas produziram coisas desastrosas, como essa de Neil Armstrong ao pisar na Lua em 1969:
“Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”.
É a pior de todas. Essa frase criou as bases da auto-ajuda e nos levou à teologia da prosperidade e a Pablo Marçal.