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“EUA arderão no inferno”: Irã eleva o tom e responde às ameaças de Trump

Mísseis iranianos lançados contra Israel. Foto: Reuters

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) elevou o tom para responder às ameaças de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e afirmou que um ataque “relâmpago” do país poderia “remodelar o planeta”. As declarações foram feitas por Ibrahim Thul-Fiqari, porta-voz da IRGC, em postagens no X.

A corporação afirmou que o governo americano não deveria “testar a paciência” do país. “Seus abrigos fortificados são seus caixões prontos; nenhuma profundidade pode protegê-los de nossa ira devastadora. Portanto, não testem uma paciência que se transformou em furacão”, disse o porta-voz.

“Temos o poder do Criador que transformará suas cidades em escombros num piscar de olhos”, prosseguiu Thul-Figari. Segundo ele, os Estados Unidos “arderão no inferno” e que o país fará “a terra tremes sob seus tronos”.

O Irã tem demonstrado que não cederá ao ultimato de Trump, que exigiu a reabertura do Estreito de Ormuz, com o prazo expirando nesta terça (7). O regime de Teerã afirmou estar pronto para resistir por mais seis meses de combate.

O presidente americano ameaçou destruir o Irã caso o acordo entre os países não seja aceito. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, e jamais voltará a existir. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer. Vamos descobrir esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo”, escreveu na Truth Social, sua rede social.

O vice-presidente JD Vance também fez ameaças, insinuando que o país poderia usar armas nucleares contra o território iraniano caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até o fim do prazo estabelecido.

Após as ameaças, iranianos formaram uma corrente humana ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, no sudoeste do país. O movimento foi convocado pelo governo local.