
Israel matou ao menos 1.530 pessoas no Líbano desde segunda-feira (2), quando começou a atual fase do confronto com o Hezbollah, segundo o Ministério da Saúde libanês. Além disso, mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas no país, de acordo com a ONU, o Acnur. Com informações da Folha de S.Paulo.
Entre os mortos, o governo libanês contabilizou 102 mulheres, 130 crianças e 57 profissionais de saúde, enquanto o total de feridos chegou a 4.812. Já parte dos deslocados cruzou a fronteira, e quase 200 mil sírios e 32 mil libaneses chegaram à Síria, segundo o porta-voz do Acnur citado no texto-base.
Grande parte dos deslocados saiu do sul do Líbano, principal alvo dos bombardeios, e buscou abrigo em Beirute. Ao mesmo tempo, o cenário foi classificado pelo Acnur como uma “catástrofe humanitária”, enquanto a rede oficial de abrigos da capital comporta cerca de 130 mil pessoas, segundo a Folha.

Segundo a Associated Press, a nova onda de deslocamento atingiu quase um quinto da população libanesa e espalhou famílias por escolas, mesquitas, carros e estruturas improvisadas. Ainda nesta terça-feira (7), a agência informou que o total de mortos no país já passava de 1.500.
Israel diz que quer consolidar uma zona-tampão no sul libanês para proteger seus cidadãos. Enquanto isso, a Reuters registrou ampliação das ordens de retirada e avanço da pressão militar israelense até a região do rio Litani.
O confronto no Líbano ocorre em meio à escalada regional envolvendo o Irã, que apoia o Hezbollah. Por isso, o país segue com bombardeios, deslocamento em massa e pressão sobre energia, trânsito, abrigos e abastecimento, conforme relataram a Folha, a AP e o Acnur.