
A escritora Maytê Carvalho entrou com uma ação de produção antecipada de provas para que Gabriela Prioli seja investigada por suspeita de plágio. Segundo a informação publicada nesta terça-feira (7), o processo tramita na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos de São Paulo e pede apuração sobre possível reprodução indevida de obras da autora em um curso online lançado pela advogada e apresentadora.
Na ação, Maytê afirma haver indícios de cópia ou reprodução de conteúdos de livros como “Persuasão – Como utilizar a retórica e a comunicação persuasiva na sua vida pessoal e profissional” e “Ouse Argumentar: Comunicação assertiva para sua voz ser ouvida” no curso “Comunicação com Gabriela Prioli”. Além disso, a escritora pede que seja apurado se houve lucro com o projeto questionado judicialmente.
Gabriela Prioli negou a acusação. Em nota enviada por sua assessoria, a apresentadora afirmou que todo o conteúdo do curso “é autoral, com todas as fontes devidamente indicadas, e qualquer alegação em contrário não corresponde à realidade”. A manifestação também diz que não havia, até aquele momento, informação oficial sobre eventual processo judicial, e que o tema teria sido conhecido por meio da imprensa.

De acordo com o relato apresentado na ação, Maytê e Gabriela mantinham relação próxima e chegaram a idealizar, em março de 2020, um curso de oratória chamado “Como falar bem em público”, que não foi comercializado. Depois, ainda em 2020, Thiago Mansur, marido de Gabriela, teria procurado a escritora para estruturar outro projeto editorial de curso, ocasião em que Maytê diz ter compartilhado livros, métodos de ensino, cronograma de trabalho e projeções de faturamento. Com informações de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
Ainda segundo o processo, em novembro de 2021, Gabriela informou que o projeto não seguiria em parceria e teria sugerido que Maytê atuasse como “ghostwriter” do curso, mediante remuneração. A escritora afirma que recusou a proposta. Depois do lançamento de “Comunicação com Gabriela Prioli”, no ano passado, ela passou a apontar “estranhas similaridades” entre o material comercializado e os conteúdos que havia compartilhado anteriormente com a advogada.
Entre os exemplos citados na ação está o título do ebook “As principais falácias lógicas e como escapar delas”, comparado ao capítulo “Isso é uma falácia! Como identificá-las (e como evitar cair em uma)” do livro “Persuasão”. Outro ponto mencionado envolve a orientação para evitar o encerramento de falas com a expressão “É isso”, formulação que, segundo o processo, aparece de forma semelhante no curso atribuído a Gabriela Prioli.