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Pecuarista filiada ao PDT é cotada para ser o “Alckmin de Haddad” em SP; entenda

A filiação da pecuarista Teresa Vendramini ao PDT passou a animar integrantes da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Segundo a informação publicada nesta terça-feira (7), o nome da ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira começou a circular com mais força como possibilidade de vice na chapa petista. Com informações do Metrópoles.

O movimento ganhou peso porque o PDT integra a aliança com o PT em São Paulo e porque a campanha procura um nome de perfil mais centrista, com capacidade de dialogar com setores conservadores do interior paulista. Nesse cenário, a avaliação interna é de que Teresa poderia agregar votos fora dos redutos tradicionais do partido. Um petista ouvido pela reportagem resumiu a busca com a frase: “Precisamos achar um Alckmin para Haddad”.

Teresa Vendramini tem trajetória ligada ao agronegócio e à representação rural. A pecuarista, formada em sociologia, foi a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira e também ocupou a presidência da Federação das Associações Rurais do Mercosul, o que ampliou sua circulação em entidades do setor.

O pré-candidato ao governo de SP, Fernando Haddad.

Dentro da pré-campanha de Haddad, o nome é visto como opção para compor uma chapa com presença feminina e ligação com um segmento que, em geral, se mantém distante do PT. A leitura registrada nas reportagens é que a escolha de uma representante do agro poderia abrir interlocução com parte do eleitorado do interior, onde a campanha tenta reduzir resistência e ampliar alcance.

Apesar disso, Teresa afirmou, por meio da assessoria, que não pretende disputar cargos eletivos. A nota diz que a atuação dela deve permanecer no campo técnico, com prioridade para pautas voltadas ao produtor rural e ao desenvolvimento sustentável no campo.

No PDT paulista, a direção trabalha para emplacar o sindicalista Antônio Neto na chapa majoritária. Entre as alternativas em discussão aparece também a possibilidade de o partido ficar com uma suplência em eventual candidatura ao Senado, como a de Simone Tebet. Assim, a filiação de Teresa fortaleceu seu nome nas conversas da pré-campanha, mas a definição da vaga de vice continua aberta.