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Trump vê China como possível articuladora de cessar-fogo com Irã

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que acredita que a China pode ter contribuído para que o Irã aceitasse o cessar-fogo anunciado recentemente. “Ouço que sim”, declarou ao ser questionado sobre a possibilidade de Pequim ter pressionado Teerã, considerado aliado estratégico do país asiático.

A declaração ocorre após relatos de que autoridades chinesas teriam incentivado o Irã a aderir à trégua. Trump não detalhou quais informações embasaram a afirmação nem indicou participação direta dos Estados Unidos em articulações com Pequim sobre o tema.

Em resposta, uma porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou que o país atua desde o início do conflito para promover o fim das hostilidades. Segundo ela, a China “vem trabalhando para ajudar a promover um cessar-fogo e o fim do conflito”, em linha com a posição pública adotada por Pequim.

Ainda na mesma manifestação, Liu Pengyu declarou: “A China apoia todos os esforços que contribuam para a paz. Esperamos que as partes aproveitem a oportunidade, resolvam diferenças por meio do diálogo e encerrem o conflito o quanto antes”. A fala reforça a defesa de soluções diplomáticas.

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou nesta quarta-feira (8) que recebeu com satisfação os arranjos do cessar-fogo e reiterou a defesa de uma solução política. A porta-voz Mao Ning afirmou que o país apoia iniciativas de mediação conduzidas por outros atores internacionais, incluindo o Paquistão.

Segundo Mao, o chanceler Wang Yi manteve 26 telefonemas com representantes de países envolvidos nas negociações. Os contatos ocorreram ao longo do conflito e, de acordo com o governo chinês, tiveram como foco a interrupção dos combates e a construção de um entendimento diplomático entre as partes.