
Os ataques israelenses no Líbano nesta quarta (8) deixaram 89 mortos e 700 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde libanês divulgados à agência Reuters. A ofensiva ocorreu no contexto da escalada regional envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
De acordo com o porta-voz do ministério, entre os mortos estão 12 profissionais de saúde que atuavam no sul do país. A região tem sido alvo frequente de bombardeios durante a atual fase do conflito.
Mesmo após a suspensão dos ataques contra o Irã por parte de Israel e dos Estados Unidos, as forças israelenses intensificaram a operação em território libanês. Os bombardeios foram descritos como os mais pesados até o momento.
Relatos de moradores indicam que parte dos ataques ocorreu sem os avisos prévios normalmente emitidos para retirada de civis. A ausência desses alertas aumentou o risco para a população local.

A agência iraniana Tasnim informou, com base em fonte não identificada, que o Irã poderá abandonar o cessar-fogo caso os ataques ao Líbano continuem. A sinalização amplia a incerteza sobre a manutenção da trégua.
Após o início do cessar-fogo, países do golfo Pérsico relataram novos ataques iranianos. Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein registraram disparos de mísseis e drones, alguns atingindo infraestruturas de energia e dessalinização.
Outras nações também pediram respeito ao cessar-fogo. O Paquistão, que atua como mediador, afirmou que a continuidade das ações militares “mina o espírito do processo de paz”.