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Ex-assessor é condenado por estelionato após denúncia do filho de Lula

Marcos Claudio Lula da Silva, filho do presidente Lula. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo condenou Aroldo Souza da Silva, de 46 anos, ex-assessor de Marcos Cláudio Lula da Silva, por crime de estelionato. Ele foi acusado de aplicar golpes envolvendo o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a sentença, obtida pela coluna de Rogério Gentile no UOL, Aroldo atuava no gabinete de Marcos Cláudio, então vereador em São Bernardo do Campo, e prometia facilitar o acesso a imóveis mediante pagamento. As vítimas eram levadas a acreditar que teriam prioridade no programa.

As investigações começaram em 2016, após o próprio Marcos Cláudio procurar a polícia. Ele relatou suspeitas de que o assessor estava vendendo inscrições e oferecendo vantagens indevidas para obtenção de apartamentos.

Marcos Cláudio Lula da Silva durante campanha em 2016. Foto: Pedro Kirilos/Agência O Globo

Em um dos casos, o ex-assessor cobrou dez parcelas de R$ 788 de uma vítima. Ao tomar conhecimento dos fatos, Marcos Cláudio afirmou que demitiu o funcionário e negou qualquer possibilidade de interferência no programa.

A condenação fixou pena de 6 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa. A juíza Sandra Regina Nostre Marques afirmou que o acusado enganou diversas “pessoas simples” ao prometer facilitação indevida, usando sua ligação com o poder público.

“Ele usou de função pública para enganar as vítimas, as quais eram pessoas simples, que moravam em comunidades da região e que tinham o sonho da casa própria”, escreveu a magistrada. De acordo com a decisão, ao menos sete pessoas foram prejudicadas, com prejuízo estimado em cerca de R$ 35 mil.

Entre elas, está uma ex-companheira do acusado, que registrou em vídeo um dos pagamentos feitos sob promessa de obtenção de imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida.

À Justiça, Aroldo afirmou que não utilizava o nome de Marcos Cláudio e que repassava valores a terceiros que diziam atuar no programa. Ele também declarou ter ressarcido vítimas após reconhecer os prejuízos e disse não ter tido intenção de obter vantagem ilícita.