
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, detonou o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) por promover Januário Paludo, ex-integrante da Lava Jato, ao cargo de subprocurador-geral da República. Ele foi escolhido por antiguidade na instituição.
“A promoção do lavajatista Januário Paludo ao posto de subprocurador-geral da República é um péssimo sinal que o comando do Ministério Público envia à sociedade”, afirmou Gleisi no X. Ela ainda lembrou do papel do procurador na perseguição contra Lula.
“Mesmo que tenha sido conferido ‘por antiguidade’ e não ‘por mérito’, é um prêmio absolutamente indevido a quem atuou, junto com Moro e Dallagnol, numa farsa judicial anulada pelo STF por parcialidade e motivação política contra o presidente Lula”, prosseguiu.
A ministra ainda lembrou que a promoção é um “desserviço”. “Os métodos da Lava Jato foram repudiados pela comunidade jurídica e a operação provocou um enorme prejuízo ao país e às instituições. Premiar um de seus mais salientes integrantes, como fez ontem o CNPJ, é um desserviço ao Ministério Público e à imagem pública da instituição”, prosseguiu.
A promoção do lavajatista Januário Paludo ao posto de subprocurador-geral da República é um péssimo sinal que o comando do Ministério Público envia à sociedade. Mesmo que tenha sido conferido “por antiguidade” e não “por mérito”, é um prêmio absolutamente indevido a quem atuou,…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 8, 2026
Paludo e outros dois procuradores, Mônica Campos e Carlos Augusto da Silva Cazarré, foram alçados para o novo posto por decisão do conselho, que é comandado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta terça (7).
Vale lembrar que Paludo foi citado em investigação por corrupção. Em 2020, ele foi citado por Dario Messes, o “doleiro dos doleiros”, como um dos destinatários de pagamentos. Posteriormente, o depoente mudou sua delação para inocentá-lo.