
Relatórios, entrevistas e documentos da Polícia Federal obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, organizou eventos com modelos e estrutura de alto padrão para se aproximar de políticos. As festas incluíam mulheres estrangeiras e brasileiras, além de logística internacional e hospedagem de luxo.
Ao menos 20 mulheres que participaram desses encontros, com presença de modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. Parte delas mantinha perfis públicos em redes sociais, mas não comentou os eventos.
Também havia brasileiras, algumas vindas de estados do Sul, que aceitaram apoio financeiro para participar das festas. Elas buscavam oportunidades profissionais e networking em meio ao ambiente frequentado por empresários e políticos.
Mensagens de Vorcaro mostram que ele considerava essas reuniões parte de sua estratégia de negócios. Em uma conversa com sua então noiva, afirmou ter realizado eventos desse tipo com grande número de participantes ao longo do tempo.

De acordo com executivos, os encontros eram organizados em dias úteis e alinhados a agendas oficiais, permitindo a presença de autoridades. A estrutura incluía transporte aéreo, hospedagem e programação com atrações musicais e performances.
Eventos específicos, como uma festa em Trancoso em 2022 e outra durante o GP de Fórmula 1 de 2023, envolveram altos custos e logística internacional. Documentos citam despesas milionárias, incluindo transporte de convidadas, bebidas premium e serviços exclusivos.
Os encontros também ocorreram em hotéis de luxo e espaços privados ligados ao grupo empresarial. Existiam áreas reservadas para recepção de convidados e relatos de custeio de hospedagem para participantes.
As investigações não confirmaram oficialmente quais autoridades participaram nem se houve gravações ou práticas ilícitas nos eventos.