
A coluna de Malu Gaspar no Globo é apresentada assim: análises e informações exclusivas sobre política e economia.
Malu Gaspar é, na verdade, setorista de Alexandre de Moraes no jornal. De vez quando, para dizer que tem outras pautas, a colunista aborda outros assuntos.
Mas de cada 10 notas que publica, oito são sobre o ministro do Supremo ou sobre alguém do entorno do caso Master.
Errado não é, nem é incomum. Há jornalistas que se especializam não em setores e temas, mas em personagens, principalmente em figuras públicas.
Como desfruta de vazamentos que se avolumam quanto mais aborda assuntos que envolvam Moraes, Malu é uma esponja de informações da direita e da extrema direita.
Tudo que possa comprometer seus alvos é passado para Malu, que deve ter um trabalho danado para selecionar todos os dias os vazamentos que vão parar no seu celular e no seu computador.
Geralmente isso não acaba bem, como não acabou para os especialistas em Lava-Jato dentro da própria Globo, todos recolhidos e quietos desde a desqualificação do cerco a Lula pela turma de Curitiba.
Malu Gaspar deve disfarçar um pouco sua obsessão e começar a escrever sobre a Copa e a possibilidade de Neymar ser levado como roupeiro da Seleção.

PROTEÇÃO
Algumas feministas têm, ao invés de qualificar, depreciado jornalistas que vêm sofrendo críticas pela dedicação obsessiva a determinadas pautas de interesse da direita e do fascismo.
Feministas que tentam classificar como machistas quem aborda as pautas dessas jornalistas estão, na verdade, expressando preocupação com a suposta fragilidade de colegas.
Não é disso que se trata. Elas não são frágeis, nem podem se proteger na condição de mulher, como se assim tivessem imunidades.
Feministas que tentam blindar mulheres jornalistas prestam um desserviço a quem pretendem proteger. O jornalismo a serviço da direita e do golpismo não tem gênero.