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Ipea eleva projeção do PIB de 2026 para 1,8% e mantém inflação em 4,2%

O presidente Lula
Foto: Andre Penner/AP

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou de 1,6% para 1,8% a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026. A revisão consta da nova edição da “Visão Geral da Conjuntura”, boletim trimestral que será divulgado nesta quinta-feira (9). A estimativa de inflação para o ano foi mantida em 4,2%.

A mudança foi atribuída a um início de 2026 mais aquecido do que o esperado. No material mais recente da “Carta de Conjuntura”, o instituto registra que os indicadores mensais sugerem desempenho mais favorável da economia na abertura do ano, com avanço de 0,8% do IBC-Br em janeiro, após recuo de 0,2% em dezembro, além de recuperação no comércio, na indústria e nos serviços.

O Ipea também apontou que a renda das famílias continua oferecendo suporte relevante à demanda doméstica, apesar do ambiente financeiro ainda restritivo. Essa leitura ajudou a sustentar a revisão do PIB para cima, depois da previsão anterior de 1,6%.

Foto do Carrefour da Avenida dos Autonomistas, em Osasco.
Foto: Bruno Santos/FolhaPress

Na inflação, o instituto manteve a estimativa de 4,2% para 2026. O texto mais recente sobre preços registra que, após o IPCA encerrar 2025 em 4,3%, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 3,8% em fevereiro. Ainda assim, o Ipea observou que o conflito entre Estados Unidos e Irã introduziu novas incertezas sobre a continuidade desse processo de desinflação.

O cenário externo aparece no boletim como principal foco de risco. Na nota divulgada pela coluna Painel, a guerra no Oriente Médio é citada como fator de incerteza para a economia brasileira em 2026, mesmo com a melhora na projeção de crescimento.

A nova leitura do Ipea combina, portanto, dois movimentos. De um lado, a atividade econômica começou 2026 em ritmo melhor do que o previsto. De outro, a inflação segue monitorada em um ambiente externo instável, o que mantém cautela sobre os próximos meses.