
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou o deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) por ofensa misógina contra a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais. A decisão prevê pagamento de indenização à petista e ao deputado Lindbergh Farias (PL-RJ), além de retratação pública no X.
Nas redes, Lindbergh divulgou um vídeo ao lado de Gleisi e afirmou que a decisão representa um “recado claro de que mulher não pode ser alvo de machismo e violência política”. A ex-ministra declarou que teve uma “importante vitória” e acrescentou que “não é possível que as pessoas tratem os outros dessa forma, com desrespeito”.
“A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal reforça que imunidade parlamentar não é escudo para agressões e reafirma a posição do Judiciário contra a violência política de gênero”, afirmou Gleisi.
CHEGA DE MISOGINIA!
O Tribunal de Justiça do DF condenou o deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) por ofensas misóginas, preconceituosas e desrespeitosas contra @gleisi. Vai ter que indenizar e se retratar.
Isso não é só uma vitória individual. É um recado claro: mulher… pic.twitter.com/yMO67n8c53
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) April 9, 2026
A ação judicial cita duas postagens feitas por Gayer em março de 2025. Após declaração do presidente Lula sobre ter colocado uma “mulher bonita” na articulação política, o deputado comparou Gleisi a uma “garota de programa” e mencionou um possível “trisal” entre o casal e o mandatário.
Veja os posts:

Os advogados de Gleisi argumentaram que houve “ataques diversos e ofensas desarrazoadas, temperadas com afirmações agressivas e lascivas contra a atual” ministra, com o objetivo de “constranger e humilhar”. A defesa argumentou que as falas não estão protegidas pela imunidade parlamentar.
A decisão do tribunal determina que o parlamentar faça retratação pública, além de indenizar os envolvidos. O caso trata de manifestações feitas em ambiente digital e consideradas ofensivas pela Justiça.
O deputado bolsonarista não se manifestou sobre a condenação.