Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Justiça condena bolsonarista Gayer por misoginia contra Gleisi

Deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou o deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) por ofensa misógina contra a ministra Gleisi Hoffmann, da  Secretaria de Relações Institucionais. A decisão prevê pagamento de indenização à petista e ao deputado Lindbergh Farias (PL-RJ), além de retratação pública no X.

Nas redes, Lindbergh divulgou um vídeo ao lado de Gleisi e afirmou que a decisão representa um “recado claro de que mulher não pode ser alvo de machismo e violência política”. A ex-ministra declarou que teve uma “importante vitória” e acrescentou que “não é possível que as pessoas tratem os outros dessa forma, com desrespeito”.

“A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal reforça que imunidade parlamentar não é escudo para agressões e reafirma a posição do Judiciário contra a violência política de gênero”, afirmou Gleisi.

A ação judicial cita duas postagens feitas por Gayer em março de 2025. Após declaração do presidente Lula sobre ter colocado uma “mulher bonita” na articulação política, o deputado comparou Gleisi a uma “garota de programa” e mencionou um possível “trisal” entre o casal e o mandatário.

Veja os posts:

Posts misóginos de Gustavo Gayer contra Gleisi. Foto: Reprodução

Os advogados de Gleisi argumentaram que houve “ataques diversos e ofensas desarrazoadas, temperadas com afirmações agressivas e lascivas contra a atual” ministra, com o objetivo de “constranger e humilhar”. A defesa argumentou que as falas não estão protegidas pela imunidade parlamentar.

A decisão do tribunal determina que o parlamentar faça retratação pública, além de indenizar os envolvidos. O caso trata de manifestações feitas em ambiente digital e consideradas ofensivas pela Justiça.

O deputado bolsonarista não se manifestou sobre a condenação.