
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu, em visita a Washington, um projeto de lei voltado ao combate ao antissemitismo no Brasil. A proposta tem dividido especialistas quanto aos possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.
A parlamentar disse que busca separar a proteção à comunidade judaica das críticas ao governo de Israel e classificou a gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como “criminosa”. Segundo ela, eventuais crimes de guerra devem ser denunciados.
“De fato, existe o antissemitismo no Brasil. De fato, existe um ódio arraigado que está localizado em uma parte da esquerda”, disse a deputada. Ela diz que tem sido alvo de fake news e ataques por propor o projeto de lei.
“A proteção e a luta pelos direitos humanos ainda é seletiva”, completou. A declaração foi dada durante visita a Wasghinton, nesta quinta (9).
🎦 Tabata defende projeto sobre antissemitismo e critica 'ódio arraigado' em parte da esquerda. Parlamentar busca desvincular proteção aos judeus brasileiros das críticas ao governo de Israel 📲📰 Leia mais em https://t.co/LnS6zHCGtE pic.twitter.com/n5F6OfNcRY
— Folha de S.Paulo (@folha) April 9, 2026
O texto do projeto inclui como antissemitas manifestações que “podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica” ou comparações entre políticas israelenses e o nazismo. O projeto foi elaborado com apoio de parlamentares de diferentes partidos, mas também enfrenta resistência no Congresso Nacional.
Segundo o jornal O Globo, parlamentares de centro-esquerda deixaram de apoiar o projeto e figuras da extrema-direita, como o general Pazuello (PL-RJ), passaram a defender a proposta.
A ideia do projeto de lei é formalizar uma interpretação do antissemitismo vinculada à Lei do Racismo. Com isso, o crime seria inafiançável e imprescritível, e resultaria numa pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa.