
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passaram a reduzir conflitos públicos e iniciaram sinais de aproximação. Aliados relataram que as disputas vinham gerando perdas políticas para ambos.
Segundo o UOL, os primeiros indícios surgiram em 2 de abril, quando Michelle compartilhou uma publicação de Flávio sobre o Dia do Autista. O gesto foi interpretado por aliados como sinal de distensão, reforçado por relatos de interlocutores de que a relação entre os dois sempre foi mais cordial do que com outros membros da família.
A reaproximação também foi incentivada por lideranças políticas, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu maior união familiar após passar ao regime domiciliar.
Apesar disso, Michelle mantém distanciamento de Eduardo e Carlos, e conflitos anteriores entre eles seguem como obstáculo. Outro problema é o momento de entrada da ex-primeira-dama na campanha de Flávio Bolsonaro.

Interlocutores indicam que ela pode retomar participação apenas no segundo semestre, enquanto a equipe defende maior engajamento imediato. Assessores de Flávio acreditam que ela poderia ajudá-lo com o eleitorado feminino, que tem rejeitado sua candidatura.
Michelle também é vista como peça importante para ampliar apoio entre evangélicos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem focado nesse eleitorado, mas a ex-primeira-dama é vista com a única no clã capaz de atrair os religiosos
Integrantes da extrema-direita avaliam que a redução de conflitos pode favorecer a articulação política. A expectativa é de que o pragmatismo prevaleça, mesmo com as tretas entre o clã.