
Israel realizou novos ataques aéreos no sul do Líbano na noite de quinta-feira (9), segundo as Forças de Defesa de Israel. A ofensiva teve como alvo estruturas apontadas como bases de lançamento do Hezbollah. A Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou múltiplos bombardeios em diferentes localidades nas últimas horas.
Antes da operação, o governo israelense alertou a população sobre a possibilidade de novos ataques vindos do Hezbollah. As autoridades indicaram que outras áreas poderiam ser atingidas, elevando o nível de tensão na fronteira entre os dois países.
Os bombardeios ocorrem após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar que autorizou o início de negociações diretas com o Líbano. Apesar disso, ele declarou que não haverá cessar-fogo com o Hezbollah durante esse processo, mantendo a continuidade das operações militares.
A nova escalada acontece após ataques anteriores que deixaram mais de 250 mortos no Líbano, segundo relatos locais. A ofensiva amplia o risco de ruptura do cessar-fogo anunciado anteriormente pelos Estados Unidos, em meio à guerra envolvendo Israel e Irã.

Negociações internacionais seguem em paralelo. Representantes iranianos devem se reunir com delegação dos Estados Unidos no Paquistão, com mediação local. O Irã afirmou que não haverá acordo enquanto os ataques israelenses continuarem no território libanês.
O conflito também impacta o mercado global de energia. O bloqueio no Estreito de Ormuz mantém a oferta restrita, elevando os preços do petróleo para níveis próximos de US$ 150 por barril em alguns mercados.
Israel sustenta que suas operações no Líbano não estão incluídas no cessar-fogo anunciado, posição que diverge de países como França e Reino Unido, que defendem a extensão da trégua à região.
O Paquistão indicou que negociações futuras devem abordar a situação no Líbano e no Iêmen. Enquanto isso, o Hezbollah informou que retomou ataques contra Israel após suspender temporariamente suas ações.
Em áreas atingidas, familiares foram aos hospitais de Beirute para reconhecer vítimas, enquanto equipes de resgate atuaram durante a noite na tentativa de retirar pessoas presas sob escombros após bombardeios em áreas habitadas sem aviso prévio. O Líbano declarou um dia de luto nacional e fechou as repartições públicas.