
A Prefeitura de Belo Horizonte registrou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, uma espécie de capanga de Daniel Vorcaro, foi sepultado em 8 de fevereiro, quase um mês antes da data oficial do óbito. A divergência apareceu no sistema municipal que informa locais de enterro na capital mineira.
De acordo com o registro, Mourão foi enterrado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. Ainda na quinta-feira, 9 de fevereiro, a administração municipal informou que a divergência ocorreu por erro de digitação e disse que a data do sepultamento já estava em correção no sistema.
Em nota, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica afirmou: “A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica informa que a divergência no sistema Sinec ocorreu por erro de digitação no lançamento do dado. A informação já está sendo corrigida”.

Mourão foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4 de março). No mesmo dia, segundo a corporação, tentou se matar na carceragem da PF em Belo Horizonte e foi levado ao Hospital João XXIII. A defesa sustenta que ele morreu após falta de oxigênio no cérebro, com quadro de morte encefálica.
A certidão de óbito, registrada no Cartório do 1º Subsdistrito de Belo Horizonte e emitida um dia após a morte, não informa a causa do falecimento. No documento, consta apenas que a causa está “aguardando exames”.
O caso segue sob investigação. O ministro André Mendonça, do STF, negou à CPI do Crime Organizado do Senado acesso aos dados sobre a morte de Mourão sob o argumento de que ainda há diligências em andamento e de que o compartilhamento poderá ser reavaliado em momento posterior.