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Dólar atinge R$ 5 pela 1ª vez em dois anos e Ibovespa bate novo recorde

Pessoa segurando diversas notas de dólares. Foto: Divulgação

O dólar fechou em queda de 1,02% nesta sexta-feira (10), sendo cotado a R$ 5,0112, marcando a aproximação da barreira psicológica de R$ 5 pela primeira vez em dois anos.

Esse movimento de valorização do real acontece no contexto de um mercado atento a diversas variáveis, incluindo os preparativos para negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve um desempenho positivo, avançando 1,12% e atingindo 197.324 pontos, um novo recorde histórico.

O cenário de alta no Ibovespa e queda no dólar ocorre em meio ao otimismo dos investidores, com atenção especial voltada para os desdobramentos do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, estabelecido na terça-feira (7).

Esse cessar-fogo, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques dos Estados Unidos e Israel, gerou um ambiente de incerteza, mas também abriu espaço para as negociações de paz entre os dois países, com o Irã se comprometendo a reabrir o Estreito de Ormuz.

Entretanto, o acordo de cessar-fogo ainda apresenta fragilidades. Apesar das promessas de ambas as partes, há registros de violações e o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo mundial, que representa cerca de 20% da oferta global.

Isso gerou oscilações nos preços do petróleo, com o Brent recuando 1,46%, negociado a US$ 94,48 por barril, e o WTI caindo 1,67%, para US$ 96,23. O mercado interno também observou com atenção a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo IBGE.

Gráfico da cotação do dólar desde o início da guerra no Irã. Foto: Banco Central

O indicador subiu 0,88% em março, superando a expectativa do mercado de um aumento de 0,7% para o mês. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,14%, uma alta acima da previsão de 4% para o período. O aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços de combustíveis e transportes, que subiram 4,59% no mês.

Além disso, os investidores nos Estados Unidos acompanharam os dados sobre os preços e a confiança do consumidor em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês, mantendo a tendência de alta, e avançou 3,3% no acumulado de 12 meses, em linha com as expectativas.

No entanto, a confiança do consumidor nos EUA caiu, atingindo seu nível mais baixo, devido a uma percepção mais negativa das famílias sobre a economia e uma expectativa de aumento da inflação nos próximos meses.

No cenário global, os mercados reagiram de maneira mista, com bolsas de valores fechando sem direção definida após a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos. O Dow Jones recuou 0,56%, enquanto o S&P 500 teve uma perda de 0,12%. Já o Nasdaq registrou uma leve alta de 0,35%.

Na Europa, o índice STOXX 600 subiu 0,37%, enquanto o CAC 40 da França teve um avanço de 0,17%. Em contrapartida, o DAX da Alemanha e o FTSE 100 do Reino Unido fecharam com pequenas quedas.

Nos mercados asiáticos, a tendência foi de valorização, com o Hang Seng de Hong Kong subindo 0,55%, e o Nikkei do Japão avançando 1,84%. As bolsas chinesas também tiveram um desempenho positivo, com o CSI300 registrando um aumento de 1,54%, refletindo o otimismo com as perspectivas econômicas do país.