
A Alerj negou nesta sexta-feira (10) “qualquer relação” com o jogo do bicho após declaração do ministro Gilmar Mendes durante sessão do STF sobre a sucessão no governo do Rio de Janeiro. Em nota, a Assembleia afirmou que “não reconhece qualquer relação com a contravenção penal” e disse não haver investigação nesse sentido ligada à atual legislatura. Com informações do UOL.
A reação da Casa veio depois de Gilmar afirmar, no plenário, que ouviu de um diretor-geral da Polícia Federal que “32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebem mesada do jogo do bicho”. A fala ocorreu no julgamento que discute se a eleição para o mandato-tampão do governo fluminense deve ser direta ou indireta.
Gilmar disse, durante sessão do plenário: “O presidente da Assembleia do Rio de Janeiro preso. Eu conversava com o diretor-geral da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebem mesada do jogo do bicho. Deus tenha piedade do Rio de Janeiro”. O ministro não detalhou quando a conversa ocorreu nem indicou com clareza se se referia ao atual diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A declaração foi dada no julgamento sobre o formato da eleição que substituirá Cláudio Castro (PL) no restante do mandato. O STF formou placar de 4 a 1 a favor da eleição indireta, mas a análise foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino. Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, segue no comando interino do estado até a retomada do caso.
No Rio, a fala do ministro provocou reação imediata de deputados estaduais. Renata Souza (PSOL) disse que a declaração é “gravíssima” e cobrou a identificação dos envolvidos para apuração. Flávio Serafini (PSOL), também ouvido pelo portal, afirmou que a suspeita precisa ser investigada, denunciada e julgada.