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A farsa neoliberal da defesa das liberdades. Por Moisés Mendes

Luciano Hang de braços cruzados, rindo, sem olhar para a câmera, de camiseta verde
O empresário Luciano Hang no Fórum da Liberdade 2026, em Porto Alegre – Reprodução

Texto que retiro da internet da página oficial do Fórum da Liberdade, que se realiza na PUC de Porto Alegre desde ontem e será encerrado hoje:

“O prêmio Liberdade de Imprensa homenageia indivíduos dedicados ao desenvolvimento do pensamento crítico e à defesa e valorização da liberdade de imprensa. Nesta edição, o escolhido foi André Marsiglia.

– A minha liberdade não está resumida a nada, e não pode estar. Ela deve ser ampla o suficiente para não ter significado nenhum – afirmou Marsiglia em seu discurso.

Ele ainda completou:

– A palavra não é perigo, não é arma, não é golpe de Estado. Se ela te ofender, você é o problema.

Em seguida, Luciano Hang recebeu o prêmio Libertas, dedicado àqueles que, por sua atuação, contribuem para a valorização da liberdade, do empreendedorismo e da livre iniciativa. A fala de agradecimento do homenageado destacou as atuais dificuldades dos empresários no país”.

Vamos repetir o que está no texto. O homenageado com o prêmio Liberdade de Imprensa diz, com certo radicalismo: “A palavra não é perigo, não é arma, não é golpe de Estado. Se ela te ofender, você é o problema”.

Ao lado do autor da frase, premiado também por sua defesa das liberdades, Luciano Hang, o véio da Havan, que processa jornalistas pelo que pensam e dizem.

Será que Marsigilia diria ao véio da Havan, no palco da PUC, olhando na sua cara, o que disse na sua palestra: Se a palavra te ofende, você é o problema.

Luciano Hang é o maior processador de jornalistas do Brasil. Eu sei porque sou um deles. Um dos processos está parado há quase quatro anos em Santa Catarina.

Por quê? O que vocês acham? É razoável? É normal? Por que engavetar um processo? Para esperar o melhor momento para decidir? Para amordaçar o réu?

Esses são os paladinos da liberdade, que só é boa quando se expressa pelos poderosos e, de preferência, ativistas de extrema direita fantasiados de liberais.