
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), tem se mostrado insatisfeito com o andamento de sua campanha e com a falta de apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Virou um zumbi circulando pelo Estado, sem capilaridade entre lideranças e eleitores.
Em uma série de postagens nas redes sociais, Carluxo expressou sua frustração com a “inércia” do dirigente partidário e cobrou mais empenho na campanha de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a presidência nas eleições de 2026, sem mencionar o próprio drama.
“Valdemar, me ajude a te ajudar, antes que seja tarde… pelo amor de Deus! Está ficando feio para o partido que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa. Isso é um absurdo. Mas por que tanta inércia? Difícil entender. Vai ver é só coincidência…”, escreveu Carlos em uma das postagens, mostrando descontentamento com a situação interna do PL.
As queixas de Carlos Bolsonaro surgem em meio à queda nas pesquisas eleitorais em Santa Catarina. A pressão interna no PL tem se intensificado, com acusações de falta de ação do partido também em relação à campanha de Flávio Bolsonaro. O pré-candidato a presidente tem enfrentado dificuldades para consolidar uma base sólida, e as disputas internas do grupo bolsonarista acabam se refletindo nas campanhas estaduais.
Em outro post, Carlos voltou a cobrar a atuação de Valdemar Costa Neto, mencionando uma suposta campanha antecipada de Flávio Bolsonaro nas igrejas. “A democracia venezuelana funcionando a todo vapor desde 2022. Mais uma excelente oportunidade de demonstrar a união e defender, com a verdade, Flávio Bolsonaro. Vamos utilizar o engajamento para isso. Vamos acionar a todos, Valdemar! Vamos, vamos, vamos!”, escreveu, sem preocupação de que alguém consiga entender uma linha sequer, já que seu público não se importa muito com a linearidade de discursos.

O desabafo de Carlos ocorre em um contexto de desentendimentos dentro d o próprio clâ bolsonarista. Recentemente, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) protagonizaram uma briga pública envolvendo a atuação de Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado. O conflito teve início quando Seif criticou a pressão de internet para marcar a sessão sobre o PL da Dosimetria, que pode reduzir as penas de Jair Bolsonaro, preso por envolvimento em atos golpistas.
A troca de acusações entre os aliados de Flávio Bolsonaro se estendeu ainda mais quando Nikolas Ferreira foi criticado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Carlos e Flávio. O deputado Eduardo apontou que Nikolas estava usando seu alcance nas redes sociais para promover perfis contrários a Jair Bolsonaro, em vez de fortalecer a imagem do ex-presidente.
As tensões internas do PL não se limitam apenas aos desentendimentos públicos. O clima de rivalidade tem gerado dificuldades na estratégia eleitoral do partido. Mesmo com os desafios, Carlos continua a pedir maior envolvimento de Valdemar Costa Neto, acreditando que um apoio mais forte do presidente do PL pode ser fundamental para sua recuperação nas pesquisas e para consolidar a campanha do irmão.
As críticas de Carlos Bolsonaro refletem um momento delicado dentro do PL, partido que deveria ser a base de apoio dos Bolsonaro nas eleições de 2026. Com a crescente fragmentação do grupo, a candidatura de Carlos ao Senado e a de Flávio à presidência podem enfrentar obstáculos adicionais, especialmente se a falta de união persistir até o período eleitoral.