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Esta é a cara da pilantragem na Argentina. Por Moisés Mendes

Karina Milei, irmã do presidente argentino. Foto: Reprodução

Karina Milei, a secretária do irmão no governo, é a figura com o maior índice de desaprovação na Argentina, chegando a 70%. Seu índice de aprovação é de apenas 19%, segundo pesquisa Atlas Intel/Bloomberg publicada pelo jornal El Clarín.

Karina está sob investigação há mais de ano por envolvimento no caso da $Libra, a criptomoeda criada com a ajuda de Milei, que resultou em perdas milionárias para quem apostou na falcatrua. Os argentinos a associam ao fracasso do governo e também à pilantragem.

Milei tem 60% de desaprovação e 37% de aprovação. Em janeiro, ele tinha desaprovação de 50% e aprovação de 47%. Para 65% dos argentinos, a situação da economia é péssima, e 57% acham que pode piorar nos próximos seis meses.

O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Agora, a surpresa: entre todas as figuras públicas de destaque na Argentina, o melhor avaliado é o governador peronista da província de Buenos Aires, Alex Kicillof, com 38% de aprovação e 54% de desaprovação.

É o mesmo índice de aprovação da senadora de extrema direita Patricia Bullrich, mas ela tem rejeição de 60%. Cristina Kirchner tem 34% de aprovação (três pontos menos do que Milei) e 60% de reprovação (o mesmo índice do chefe da gangue da criptomoeda).

O ex-presidente Mauricio Macri, que se aliou a Milei, tem reprovação de 24% e desaprovação de 67%. Sergio Massa, que concorreu a presidente contra Milei pelo peronismo, tem 22% a 67%, e a vice-presidente Victoria Villarruel tem 20% a 65%.

O que a pesquisa mostra é que o peronismo pode sobrevier com Kicillof, que é hoje o político melhor avaliado de todo o país. As eleições para presidente serão realizadas em outubro de 2027.

O governador já é o nome inquestionável das esquerdas e aparece em algumas pesquisas à frente de Milei. A Argentina prepara um novo tango.