
A Hungria realiza neste domingo (12) uma eleição crucial que pode pôr fim ao governo de Viktor Orbán, o líder mais longevo da União Europeia. Após 16 anos no poder, Orbán enfrenta uma oposição crescente, liderada por seu ex-aliado Péter Magyar, que agora se opõe às políticas de corrupção e enfraquecimento das instituições democráticas promovidas pelo premiê.
Magyar promete reaproximar o país da União Europeia e dos aliados ocidentais, ao mesmo tempo que defende a continuidade das políticas de imigração rígidas. A eleição é considerada um ponto de inflexão na política do país, com as pesquisas apontando para uma vitória histórica da oposição.
O cenário atual é uma mudança significativa após a perda de força interna de Orbán, cujas políticas de nacionalismo e conservadorismo lhe garantiram apoio popular por anos. A economia estagnada e o enriquecimento de uma elite próxima ao governo contribuíram para a queda de sua popularidade.

Enquanto isso, Magyar, à frente do partido Tisza, se apresenta como a figura que enfrentará o sistema atual e trará novas propostas para a Hungria. Pesquisas indicam que o Tisza pode conquistar a maioria das cadeiras no Parlamento, o que daria ao partido a capacidade de promover reformas constitucionais.
Orbán, por sua vez, em discurso durante o dia da eleição, se mostrou confiante e afirmou estar “aqui para vencer”, destacando que a Hungria precisa de “unidade nacional” para enfrentar as crises iminentes. Ele também sugeriu que a Europa está caminhando para uma grande crise.