
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a vitória da oposição nas eleições parlamentares na Hungria, marcando o fim do longo reinado de Viktor Orbán, que durou 16 anos. A vitória da oposição é vista como uma grande guinada do país em direção à União Europeia, com von der Leyen destacando o momento histórico para a Hungria e para o bloco europeu.
Em sua declaração, Ursula von der Leyen afirmou: “O coração da Europa está batendo mais forte na Hungria esta noite”. Ela também enfatizou o impacto simbólico da eleição, dizendo: “O país escolheu a Europa”, associando a vitória da oposição à proximidade com os valores da União Europeia.
A mensagem de von der Leyen foi clara, em um sinal de apoio ao movimento pró-europeu da Hungria. Ela escreveu em suas redes sociais: “A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país retoma seu caminho europeu. A União se fortalece. A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país retorna ao seu caminho europeu. A União se fortalece.”
Hungary has chosen Europe.
Europe has always chosen Hungary.
A country reclaims its European path.
The Union grows stronger.
Magyarország Európát választotta.
Európa mindig Magyarországot választotta.
Egy ország visszatér az európai útjára.
Az Unió erősebbé válik.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) April 12, 2026
O discurso de von der Leyen foi seguido pelo pronunciamento de Viktor Orbán, que reconheceu sua derrota e admitiu que o resultado das eleições foi “claro e doloroso”. Orbán, que havia dominado a política húngara por mais de uma década, pareceu absorver o impacto do revés, que encerra seu longo ciclo no poder.
🚨HISTÓRICO: ORBAN ADMITE A DERROTA NA HUNGRIA
🗣️"A responsabilidade e a oportunidade de governar não nos foram dadas. Parabéns ao partido vencedor" pic.twitter.com/ifTlwd7V4F
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 12, 2026
Com 60,24% dos votos apurados, as projeções indicavam que o partido Tisza, liderado por Péter Magyar, seria o grande vencedor, conquistando 136 das 199 cadeiras do Parlamento. O partido Fidesz, de Orbán, ficaria com apenas 56 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk, de extrema-direita, teria 7 cadeiras, conforme os dados do órgão eleitoral nacional (NVI).
A participação eleitoral foi recorde, com 66% de comparecimento, um indicativo do engajamento cívico significativo entre os húngaros. A votação terminou às 14h (horário de Brasília).