Apple Maps has removed almost every town in Lebanon from the map while keeping every small town and village in Israel and Syria clearly marked. pic.twitter.com/q9lNlZ0A9S
— BRICS Report (@TheBRICSreport) April 12, 2026
O Apple Maps deixou de exibir os nomes de cidades e vilarejos em todo o Líbano. A remoção não se limita às áreas diretamente afetadas pela invasão israelense — ela ocorre em escala nacional. Apenas algumas cidades maiores, como Beirute, Tiro e Sidon, continuam identificadas. No restante do território, o mapa aparece praticamente em branco.
A Apple obtém dados cartográficos de fontes como TomTom e OpenStreetMap, que continuam exibindo normalmente os nomes das localidades libanesas. Isso indica que a exclusão ocorreu após os dados chegarem à empresa americana. Ainda não está claro por que a Apple tomou essa decisão, nem se houve motivação política. A companhia também não mantém um canal público de imprensa para esclarecimentos.
Imagens comparativas mostram que nomes de cidades em Israel e na Síria permanecem visíveis, enquanto o território libanês aparece sem identificação.
A mudança ocorre enquanto Israel conduz uma ofensiva terrestre no sul do Líbano, já em seu segundo mês. As tropas avançam por três frentes — oeste, centro e leste — com combates intensos em torno de cidades estratégicas e regiões costeiras próximas a Tiro. Vilarejos inteiros teriam sido destruídos. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou publicamente que casas em áreas fronteiriças serão demolidas e que mais de 600 mil libaneses deslocados não poderão retornar.
O objetivo declarado por Israel é assumir o controle de áreas até o rio Litani, com líderes israelenses mencionando a possibilidade de anexar a região — o que representaria mais de um terço do território libanês.
A crise humanitária é considerada massiva e tende a se agravar. Autoridades de saúde do Líbano registraram milhares de mortes desde a escalada do conflito em março, incluindo centenas em um intervalo de apenas dez minutos. Quase um em cada cinco libaneses foi forçado a deixar sua casa.
A decisão da Apple de remover os nomes das localidades libanesas — enquanto mantém a identificação de cidades em países vizinhos — levanta suspeitas. O efeito prático é um mapa que torna o território do Líbano praticamente anônimo em um momento em que a própria existência física de seus vilarejos está ameaçada.
Até agora, não há respostas sobre quem tomou a decisão, quando ela foi implementada ou quais critérios foram utilizados. A Apple não se pronunciou publicamente sobre o caso.
Apple Maps appears to have removed the names of all villages in southern Lebanon.
This is the exact area Israel is currently trying to occupy. pic.twitter.com/CXVHb7C6Ca
— Clash Report (@clashreport) April 12, 2026
After Israel invaded and demolished entire villages in South Lebanon Apple Maps removed these villages from their maps.
We’re witnessing another genocidal land theft operation from Israel in broad daylight and it’s being funded by the US and enabled by Big Tech firms like Apple. pic.twitter.com/AnghZfpUOg
— Power to the People ☭🕊 (@ProudSocialist) April 12, 2026