
O advogado-Geral da União, Jorge Messias, chega à reta decisiva de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um cenário de bastidor considerado favorável dentro da própria Corte. Ministros do STF já fazem contas e avaliam que há votos suficientes no Senado para aprovar o advogado-geral da União na vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.
Segundo informações da GloboNews, a leitura interna é de que, apesar da tramitação tardia do nome escolhido por Lula, a articulação construída nas últimas semanas abriu caminho para que a indicação avance sem grandes sobressaltos. O movimento ganhou força com a definição do calendário no Senado. A Comissão de Constituição e Justiça realizará em 29 de abril a sabatina de Messias, e a expectativa é que, no mesmo dia, o plenário da Casa também vote sua indicação.
O relator do processo, senador Weverton Rocha (PDT-MA), afirmou que apresentará seu parecer na próxima quarta-feira (15) e confirmou o cronograma acertado com a comissão. “Vou ler o relatório na próxima semana e ficou combinado que a sabatina será dia 29 pela manhã, seguindo o mesmo rito: terminada a sabatina, traremos para o plenário para a análise dos senadores e senadoras o que ficou decidido na CCJ”.

Nos bastidores do Supremo, a avaliação é de que Messias conta com uma rede de apoio importante para atravessar essa etapa. Segundo o texto, a articulação inclui ministros como Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Integrantes da Corte ouvidos pelo blog afirmam que esse apoio ajuda a consolidar a percepção de que o escolhido de Lula reúne condições políticas para ser aprovado.
A vaga segue aberta desde que Barroso deixou o tribunal, o que reduziu o número de ministros do STF para dez. Lula escolheu Messias ainda em novembro, mas só encaminhou oficialmente o nome ao Senado no início de abril.
A demora no envio formal da indicação gerou expectativa e ampliou a importância da etapa final da tramitação. Mesmo com o ambiente positivo no Supremo, aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitam tratar a aprovação como garantida.
Segundo esses interlocutores, a articulação política cabe ao governo federal, e Alcolumbre não pretende se envolver diretamente na operação para assegurar os votos. Ainda assim, a percepção predominante no tribunal é de que Messias chega à sabatina em posição confortável e com capital suficiente para ver sua indicação confirmada.