
Nesta terça-feira (14), o governo Trump divulgou uma foto do ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi preso nos Estados Unidos. O documento foi registrado no banco de dados da Flórida, indicando que ele está detido devido a questões migratórias, especificamente por “immigration hold”, um processo relacionado à imigração.
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) perdeu seu passaporte diplomático após ser cassado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025.
A prisão de Ramagem, ocorrida na segunda-feira, 13 de abril, está diretamente ligada a questões migratórias. O ex-deputado fugiu do Brasil em setembro de 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na tentativa de golpe de Estado pós-eleições de 2022.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão e estava foragido desde então. A investigação aponta que o ex-parlamentar deixou o Brasil clandestinamente no mesmo mês em que o julgamento do núcleo da tentativa de golpe foi concluído.

A Polícia Federal (PF) revelou que ele embarcou no Rio de Janeiro em direção a Boa Vista (RR) no dia 9 de setembro de 2025. A saída do país pode ter ocorrido de maneira ilegal, por meio das fronteiras com a Venezuela ou com a Guiana, regiões conhecidas pela baixa fiscalização migratória.
A investigação também levanta a possibilidade de que Ramagem tenha cruzado a fronteira sem registro migratório. Os pontos de travessia por onde ele teria passado são frequentemente utilizados por contrabandistas, migrantes e grupos que tentam evitar o controle formal das autoridades.
Além disso, há suspeitas de que a esposa de Ramagem, Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues, tenha estado envolvida nesse processo. Ela é procuradora concursada em Roraima desde 2015 e, embora esteja lotada em Brasília, mantém vínculo funcional com o estado.
A PF ainda afirma que a permanência de Ramagem em Miami contou com suporte do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, a esposa Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello. A Polícia Federal afirma ainda que o grupo atuou para “ludibriar as autoridades americanas”, inclusive na tentativa de obtenção de carteira de motorista.