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Eduardo Bolsonaro foge de depoimento ao STF; entenda

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: Divulgação

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório agendado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é réu em uma ação penal por coação no curso do processo. Com a ausência do réu, o caso poderá avançar para as fases finais antes do julgamento.

Ele não indicou advogado para o processo, está sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU). A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de que o ex-parlamentar tentou influenciar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado que envolveu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que a ausência de Eduardo prejudicou o interrogatório, e deu um prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR se manifestem sobre a necessidade de novas diligências.

Caso não sejam solicitadas novas medidas, o magistrado poderá abrir o prazo para as alegações finais, com a manifestação da PGR seguida pela da DPU.

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

A PGR aponta que, junto ao produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, ele buscou pressionar o STF e o Brasil por meio de sanções estrangeiras, utilizando suas conexões nos Estados Unidos. As ações de ambos teriam como objetivo retaliar o Judiciário brasileiro em resposta às condenações ligadas ao golpe de Estado.

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, também não respondeu à intimação por edital. Devido à sua falta de posicionamento, o STF determinou a atuação da Defensoria Pública. Moraes criticou o comportamento do ex-deputado, destacando que sua postura visa postergar o processo.

A denúncia contra ele foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro de 2025, com os ministros entendendo que havia indícios suficientes para a abertura do processo. Para o ministro, o ex-deputado agiu de forma a ameaçar autoridades brasileiras com a aplicação de sanções internacionais, configurando o crime de coação.