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Ramagem é mantido em cela separada e pode ser transferido de prisão

O "mugshot" do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, com status que define que ele possa ser transferido.
“Mugshot” de Alexandre Ramagem. Foto: Reprodução/ICE

Alexandre Ramagem está em cela separada dos demais detentos no Departamento de Correções de Orange County, em Orlando, na Flórida, além disso, o registro da carceragem do ex-deputado indica status “em trânsito”, o que indicaria que talvez ele seja transferido para outra unidade prisional dentro dos Estados Unidos.

O centro de detenção confirmou que Ramagem chegou ao local na segunda-feira (13), após ser detido por questões ligadas ao status migratório. A informação disponível até esta terça-feira (14) também indica que um oficial de imigração deve entrevistá-lo para definir a situação do brasileiro e decidir se haverá prosseguimento do processo de deportação.

A Polícia Federal informou que o governo brasileiro aguarda mais detalhes sobre os próximos passos do caso. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, declarou: “A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”.

O centro de detenção no condado de Orange, na Flórida em que Alexandre Ramagem está preso.
O centro de detenção do condado de Orange, na Flórida. Foto: Reprodução

O nome de Ramagem já aparece no sistema online de detentos ligado às autoridades migratórias dos Estados Unidos, que também exibe informações de contato para familiares. O ex-diretor da Abin foi detido por razões migratórias, enquanto autoridades dos dois países acompanham a definição sobre eventual retorno ao Brasil.

O bolsonarista deixou o Brasil depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ramagem integrou o núcleo da trama golpista que buscava manter Jair Bolsonaro no poder, e o pedido de extradição foi formalizado pelo governo brasileiro no fim de dezembro de 2025.

Delegado da Polícia Federal desde 2005, ganhou projeção ao chefiar a segurança de Bolsonaro na campanha de 2018 e depois assumiu o comando da Agência Brasileira de Inteligência. A gestão dele na Abin é alvo de investigação no caso conhecido como “Abin Paralela”, e o mandato de deputado foi cassado em dezembro de 2025, após a condenação criminal na trama golpista.