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Após relatório da CPI, Gilmar estuda ação criminal para tornar Alessandro Vieira inelegível

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o ministro do STF, Gilmar Mendes
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o ministro do STF Gilmar Mendes. Fotomontagem

Gilmar Mendes quer apresentar uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado. Segundo relato publicado no blog de Andréia Sadi, a iniciativa ganhou força depois da apresentação do parecer que pedia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O objetivo seria tornar o senador sergipano inelegível.

De acordo com o mesmo relato, integrantes do Supremo classificaram a iniciativa de Vieira como uma escalada de tensão institucional. Reservadamente, uma ala da Corte passou a discutir alternativas jurídicas para tentar tornar o senador inelegível ainda neste ano, sob a avaliação de que ele cruzou uma linha ao mirar diretamente membros do tribunal.

O relatório de Alessandro Vieira pedia o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Paulo Gonet por supostos crimes de responsabilidade. Na noite desta terça-feira (14), porém, o texto foi rejeitado por 6 votos a 4 pela CPI, após mudança na composição do colegiado horas antes da votação.

Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que estavam no relatório final vetado na CPI do Crime organizado
Os ministro do Supremo Tribunal Federal, citados no relatório final da CPI do Crime organizado, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Foto: Luiz Silveira/STF

Gilmar já havia reagido publicamente ao parecer ao afirmar que a CPI não tem base legal para pedir indiciamento de ministros e ao chamar a proposta de “tacanha”. Na sessão da Segunda Turma do STF, ele também disse que Alessandro Vieira “se esqueceu de seus colegas milicianos” ao redigir o relatório.

Se a representação for formalizada e seguir adiante, a discussão deverá passar pela Primeira Turma do Supremo, segundo o relato reproduzido por Andréia Sadi. A movimentação amplia o confronto entre setores do Legislativo e do Judiciário em meio ao ambiente pré-eleitoral de 2026.