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Após prisão pelo ICE, defesa de Ramagem atua nos EUA para evitar deportação

O ex-deputado Alexandre Ramagem. Foto: reprodução

A prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, abriu uma nova fase no caso, com a defesa atuando para evitar o retorno ao Brasil. Detido em Orlando, na Flórida, ele foi encaminhado a um centro de detenção, e a situação passou a ser tratada sob a legislação migratória norte-americana. Com informações do Globo.

A defesa tenta impedir a deportação, enquanto busca apresentar um pedido de asilo político, ao mesmo tempo em que o governo dos Estados Unidos mantém o trâmite administrativo para possível expulsão do país. O processo é conduzido sob supervisão de um juiz de imigração, que deverá avaliar o enquadramento do caso.

A detenção ocorre no âmbito da legislação de imigração e não está vinculada, neste momento, ao pedido formal de extradição feito pelo Brasil. O procedimento considera situações como permanência irregular ou visto vencido, com base em normas migratórias dos Estados Unidos.

O "mugshot" do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, com status que define que ele possa ser transferido.
Dados de Ramagem divulgados pelo governo dos EUA. Foto: Reprodução/ICE

Nesse contexto, Ramagem recebeu um documento conhecido como Notice to Appear, utilizado para formalizar a abertura do processo de remoção e indicar “por que você deve ser removido” do país. O registro aponta a permanência além do prazo permitido como fundamento para eventual deportação.

Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Brasil de forma clandestina antes da conclusão do julgamento e passou a ser considerado foragido da Justiça brasileira.

Segundo a Polícia Federal, a prisão decorreu de cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos. Em nota, o órgão informou: “Ele é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito.”